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Dr. Sarah J. Buckley

Dar a luz em êxtase: esse é nosso direito de nascença e a intenção de nossos corpos. A natureza, em sua sabedoria, prescreve hormônios do parto que nos deixam fora do nosso estado usual, para que assim possamos ser transformadas em todos os níveis quando entramos na condição de mães.

Essa requintada orquestração hormonal se desenvolve de forma plena quando o parto não é perturbado, provendo segurança durante o processo para mãe e bebê. A ciência está descobrindo e confirmando o que nós já havíamos descoberto enquanto mães: que a forma como parimos nos marca por toda a vida (para mãe e bebê) e que um parto extático – um parto que nos leva além de nosso eu – é um presente único.

Quatro dos nossos maiores sistemas hormonais estão ativos durante o trabalho e o parto. Esse produto resulta, durante o trabalho de parto e o parto, em picos de ocitocina, hormônio do amor; endorfinas, hormônios do prazer e da transcendência; epinefrina e norepinefrina, hormônios da excitação, e prolactina, hormônio da maternidade. Esses sistemas são os mesmos para todos os mamíferos, e se originam na estrutura primitiva do cérebro – o sistema límbico.

Para que o parto proceda de forma ótima, essa parte do cérebro deve ter precedência sobre o neocórtex, ou cérebro racional. Tal mudança de funcionamento cerebral pode ser ajudada por uma atmosfera de silêncio e privacidade, com, por exemplo, luz fraca e pouca conversa, e sem expectativas de racionalidade da mulher em trabalho de parto. Sob tais condições a mulher intuitivamente escolherá os movimentos, sons, respiração e posições que ajudarão a parir seu bebê da maneira mais fácil. Esse é seu modelo hormonal e genético.

Todos esses sistemas hormonais são adversamente afetados pelas atuais práticas de obstetrícia. O ambiente e as práticas de rotina dos hospitais não condizem com a mudança de funcionamento da consciência requeridas para parir naturalmente. A fisiologia hormonal da mulher é atrapalhada por práticas como indução, uso de epidural e analgésicos, cirurgia cesariana e separação da mãe e filho após o nascimento, como descrito a seguir.

Hormônios no Parto

 Ocitocina

Talvez o mais conhecido hormônio do nascimento seja a ocitocina, hormônio do amor, que é secretado durante a atividade sexual, sendo responsável pelo orgasmo masculino e feminino, e pela amamentação. A ocitocina envolve sentimentos de amor e de altruísmo; como Michel Odent diz, “A ocitocina está envolvida em qualquer faceta do amor que consideremos”.1

A ocitocina é produzida no hipotálamo, no fundo do cérebro primitivo mamífero, e é armazenada na seção posterior da pituitária, a “glândula mor” do sistema hormonal endócrino, de onde é liberada por meio de pulsações. É um hormônio crucial na reprodução e media o que nós chamamos de reflexos de ejeção: o reflexo de ejeção do esperma com o orgasmo masculino (e o correspondente reflexo de introjeção do esperma no orgasmo feminino); o reflexo de ejeção fetal no parto (uma expressão criada por Michel Odent para as poderosas contrações no final de um trabalho de parto não perturbado, que faz com que o bebê nasça rápida e facilmente) 2; no pós-parto, o reflexo de ejeção da placenta e o reflexo de ejeção do leite na amamentação.

Assim como a ocitocina atinge níveis de pico em cada uma dessas situações, ela é secretada em quantidades extra durante a gravidez, atuando para aumentar a absorção de nutrientes, reduzindo o estresse e conservando energia tornando as mulheres mais sonolentas. 3 A ocitocina também causa as contrações rítmicas do trabalho de parto, e seu nível atinge o pico durante este através da estimulação dos receptores alongados na parte baixa da vagina quando o bebê desce. 4

Os altos níveis de ocitocina materna durante o trabalho de parto e o parto também beneficiam o bebê. Pesquisas descobriram que a ocitocina materna atravessa a placenta e entra no cérebro no bebê durante o trabalho, quando age para proteger as células cerebrais fetais “desligando-as”, diminuindo o consumo de oxigênio em um momento em que os níveis de oxigênio disponíveis para o feto são naturalmente baixos.5

O alto nível de ocitocina materna permanece após o trabalho de parto, culminando com a dequitação da placenta 6, e é estimulado pelo comportamento do bebê durante a amamentação e no momento que antecede a ela.7  Os elevados níveis de ocitocina materna irão proteger contra hemorragia pós-parto neste momento crucial garantindo eficientes contrações uterinas.8

O bebê também produziu ocitocina durante o trabalho de parto, talvez contribuindo para os processos do mesmo,9 portanto, nos minutos após o parto, ambos mãe e bebê estão banhados em um extático coquetel de hormônios. Neste momento, a produção de ocitocina no recém-nascido é favorecida pelo contato visual e pele a pele entre mãe e bebê. Os níveis no recém-nascido subsistem durante a primeira hora após o parto, mas permanecem acima do normal por ao menos quatro dias.10 Os níveis da ocitocina infantil são elevados também durante a amamentação, através da ativação do nervo vago.11

Durante a amamentação, a ocitocina media o reflexo da saída do leite e é liberada por pulsações à medida que o bebê mama. Durante meses e anos de lactação, a ocitocina continua a agir para manter a mãe relaxada e bem nutrida. Certa pesquisadora chama isso de “uma situação muito eficiente anti-estresse que previne muitas futuras doenças”. Em seu estudo, mães que amamentaram por mais de sete semanas eram mais calmas, quando seus bebês tinham seis meses de idade, do que mulheres que não amamentaram. 12

Fora do seu papel na reprodução, a ocitocina é secretada em outras situações de amor e altruísmo, como por exemplo, ao compartilhar uma refeição. 11 Pesquisadores diagnosticaram disfunções do sistema de ocitocina em condições como a esquizofrenia, 13 autismo, 14,15 doença cardiovascular 11,16 e dependência de drogas, 17 e sugerem que a ocitocina possa mediar o efeito antidepressivo de drogas como o Prozac.18

Pesquisas mais recentes implicaram a ocitocina nas relações de interações entre indivíduos, 19 que pode refletir seu papel baixando a atividade da amígdala cerebelar: uma estrutura cerebral que processa emoções de medo e agressividade. 20

Beta-endorfina

Atuando como um opióide natural, a beta-endorfina tem propriedades particulares às drogas opiáceas como petidina (meperidina, Demerol), morfina e heroína, e tem sido provado que atua nos mesmo receptores do cérebro. A Beta-endorfina também é secretada pela glândula pituitária, (e em outras partes do cérebro e do sistema nervoso) e níveis elevados desta substâncias estão presentes no corpo durante o sexo, gravidez, parto e amamentação.

A beta-endorfina é também um hormônio do estresse, liberado sob condições de dor, atuando como analgésico e, como os outros hormônios do estresse, suprimindo o sistema imunitário. Esse efeito pode ser importante para prevenir que o sistema imunológico da mãe aja contra o bebê, cujo material genético é estranho ao seu.

Da mesma forma que os opióides que causam vício, a beta-endorfina induz sensações de prazer, euforia e dependência, ou, com um parceiro, de dependência recíproca. Os níveis de beta-endorfina são altos na gravidez e aumentam através do trabalho de parto, 21 quando os níveis de beta-endorfina e corticotrofina (outro hormônio do estresse) atinge os encontrados em homens no ápice do esforço físico de uma maratona. 22Tais elevadas taxas ajudam a mulher em trabalho a transmutar a dor e entrar no estado alterado de consciência que caracteriza um parto não perturbado.

A relação da beta-endorfina com outros sistemas hormonais é complexa e apenas parcialmente compreendida. 23 Durante o trabalho, altos níveis de beta-endorfina irão inibir a liberação de ocitocina. Isso explica porque quando a dor ou o estresse são muito intensos, as contrações irão desacelerar, induzindo o trabalho de acordo com o estresse fisiológico e psicológico da mulher. 24

A beta-endorfina também facilita a liberação de prolactina durante o trabalho, 25 preparando os seios da mulher para a lactação e cuidando dos estágios finais de maturação dos pulmões do bebê. 26

A beta-endorfina também é importante na amamentação. Os níveis atingem um pico na mulher 20 minutos após o parto 27 e também está presente no leite materno, 28 induzindo uma prazerosa dependência mútua entre mãe e filho na relação que está por iniciar-se.

Hormônios da luta ou fuga

Os hormônios adrenalina e noradrenalina (epinefrina e norepinefrina) também são conhecidos como hormônios da “luta ou fuga”, ou, coletivamente, como catecolaminas (CAs). São secretadas pela glândula supra-renal, localizada acima dos rins, como resposta a estresses como medo, ansiedade, fome ou frio, quando ativam o sistema nervoso simpático para lutar ou fugir em situações de risco. A noradrenalina também é parte de um importante sistema de sinalização do cérebro que ativa (e é por ele ativado) o reflexo de lutar ou fugir.

Altos níveis maternos de CAs estão associados com a inibição do trabalho de parto, que pode refletir seus efeitos imediatos inibindo os músculos uterinos 29 e possivelmente reduzindo a liberação de ocitocina, como sugerido em experimentos com ratos. 30 Como parte da resposta lutar ou fugir, as CAs também atuam redirecionando o sangue para os principais grupos musculares: isso resulta na redução do fluxo sangüíneo para o útero e placenta (e, portanto, para o bebê).

Isso faz sentido para mamíferos que estão parindo em situações selvagens, onde a presença de perigo poderia ativar esse mecanismo de lutar ou fugir, inibindo o trabalho e provendo energia muscular para que a mãe vá em busca de um lugar seguro. Nos humanos, altos níveis de CAs podem estar associados a trabalhos mais longos e alterações no padrão de batimento cardíaco do feto (uma indicação de falta de sangue e oxigênio para o bebê em trabalho de parto).31

Após um trabalho de parto não perturbado, contudo, quando o momento do nascimento está iminente, esses hormônios podem agir de uma maneira diferente. Um abrupto aumento nos níveis de CAs, especialmente de noradrenalina, pode ativar o “reflexo de ejeção fetal”. Isso dá à mãe um repentino aumento de energia, e ela normalmente assume uma postura ereta, uma posição de alerta, e pode sentir a boca seca e a respiração curta, associada com altos níveis de adrenalina/epinefrina, e pode também sentir a necessidade de agarrar-se em algo. Ela pode expressar medo, raiva ou excitação, e é possível que o aumento de CA cause algumas contrações muito fortes, parindo o bebê de forma rápida e fácil.32

A explicação desse modelo fisiológico conta com o suporte de pesquisas que mostram que baixos níveis de epinefrina inibem a contratilidade do útero, enquanto que níveis muito altos, misturados com epinefrinas/norepinefrinas, como pode ocorrer ao fim de um trabalho de parto não perturbado, aumentam a contratilidade. 29 Estudos também mostram que existe um amplo leque de níveis de CA durante o parto, com algumas mulheres apresentando taxas de epinefrina ou norepinefrina 5 a10 vezes mais elevadas que outras. 31-33

Algumas assistentes do parto têm feito bom uso deste reflexo quando uma mulher está tendo dificuldades no segundo estágio do trabalho de parto. Por exemplo, um antropólogo trabalhando com tribos canadenses, registrou que, quando uma mulher está tendo problemas no parto, os mais jovens da tribo se reúnem para ajudá-la. Eles se aproximam da mulher de forma inesperada e gritam, e com o choque ativam o reflexo de ejeção fetal e como resultado o parto se acelera. 2

Após o parto, os níveis de CA na mãe caem drasticamente, e ela pode sentir tremedeira ou frio como conseqüência. Uma atmosfera aquecida é importante, pois se a mãe não tiver ajuda para se aquecer, o estresse do frio irá manter seus níveis de CA elevados após o parto, inibindo a liberação natural de ocitocina e, portanto, aumentando o risco de hemorragia pós-parto. 34

A noradrenalina, como parte do coquetel extático de hormônios, é relacionada com o comportamento maternal instintivo. Em experiências com ratos, aqueles deficientes em noradrenalina não cuidaram de seus filhotes após o parto, até que a substância fosse re-injetada em seus sistemas. 35

Para o bebê o parto é também um evento excitante e estressante, refletido nos altos níveis de CA. 36 Nos estágios finais do trabalho o bebê experimenta o surgimento de CA, que ajuda no nascimento protegendo-o contra os efeitos de hipóxia (falta de oxigênio). Esses hormônios também preparam o bebê para a vida extra-uterina intensificando a função dos pulmões, aumentando o combustível metabólico e ativando o sistema termogênico do recém-nascido (produção de calor). 37

Altos níveis de CA no nascimento também vão garantir que o bebê esteja alerta e com os olhos bem abertos para seu primeiro contato com a mãe.37 Os níveis de CA no bebê também caem rapidamente após um parto não perturbado, sendo suavizado pelo contato físico com a mãe.

Prolactina

Conhecido como o hormônio do instinto materno, a prolactina é o principal hormônio para a síntese do leite materno e a amamentação. Tradicionalmente acreditava-se que produzia um comportamento de agressividade protetora (o efeito da “mãe tigre”) em fêmeas que amamentavam, e estudos em humanos sugerem que a prolactina aumenta o estado de alerta e de agressão protetora. 38

Níveis de prolactina aumentam na gravidez, embora a produção de leite seja hormonalmente inibida até que a placenta seja expulsa. Os níveis de prolactina durante o trabalho diminuem, e então aumentam no final do trabalho, atingindo seu pico no momento do parto. 39

A prolactina é também o hormônio da submissão e da entrega – em grupos de primatas, o macho dominante é o que apresenta o nível mais baixo de prolactina40 – e produz alguns graus de ansiedade. Na relação de amamentação esses efeitos ativam a vigilância da mãe e a ajudam a colocar as necessidades do seu bebê em primeiro lugar. 38

O bebê também produz prolactina durante o período de gestação, e os níveis aumentam ao longo do trabalho de parto41, podendo ajudar na adaptação do recém-nascido para os novos sistemas respiratório26 e de regulação térmica. 42

Parto Não Perturbado

O Parto Não Perturbado é extremamente raro na nossa cultura, mesmo em Casas de Parto e nos partos domiciliares. Dois fatores que perturbam o parto para todos os mamíferos são, antes de tudo, estar em um lugar estranho, e em segundo lugar estar na presença de um observador. Sentir-se seguro e em privacidade, portanto, é fundamental. Apesar disso, todo o sistema da obstetrícia ocidental é devotado a observar a mulher grávida e em trabalho de parto, seja por máquinas ou por pessoas, e quando o parto não está progredindo bem os atendentes respondem com uma observação ainda mais intensa. É, sem dúvida, impressionante que qualquer mulher possa dar à luz nessas condições.

Alguns escritores observaram que, para uma mulher, parir um filho tem muitos paralelos com a sua geração: os mesmos hormônios, as mesmas partes do corpo estão envolvidas, os mesmos sons, as mesmas necessidades de sentir-se seguro e em privacidade. Como poder-se-ia fazer amor nas condições em que se esperam que as mulheres dêem a luz?

Impactos das Drogas e dos Procedimentos de Rotina

 

Indução e Aceleração

Nos EUA, entre 21,2%43 e 41%44 das mulheres tiveram o trabalho de parto induzido, e até 55% das mulheres tiveram uma condução44 – estimulação ou aceleração do trabalho – com ocitocina sintética (Syntocinon, Pitocin).

A ocitocina sintética administrada durante o trabalho não atua como a ocitocina produzida pelo corpo. Primeiramente, as contrações induzidas pela droga são diferentes das contrações naturais, e essas diferenças podem causar uma redução do fluxo sanguíneo para o bebê. Por exemplo, as contrações induzidas podem acontecer muito próximas umas das outras quando uma dose muito alta é ministrada, podendo causar o aumento do tônus basal do útero,33 e resultando num trabalho precipitado (mais rápido que o necessário).

Em segundo lugar, a ocitocina, sintética ou não, não pode atravessar a corrente sangüínea da mãe para seu cérebro. Isso significa que a droga introduzida no corpo através de injeção ou veia, não atua como o hormônio do amor, e pode inclusive interferir no sistema natural de produção de ocitocina na mulher.

Recentes pesquisas mostraram que seguindo o uso do Pitocin, por exemplo, o número de receptores de ocitocina no útero da mulher em trabalho de parto seja reduzido pelo corpo para prevenir uma estimulaçãoem excesso. 45 Isso significa que a mulher que recebeu ocitocina sintética durante o trabalho de parto tem maiores riscos de hemorragia pós-parto, pois sua própria liberação de ocitocina, crítica nesse momento para contrair o útero e prevenir a hemorragia, será ineficiente, devido aos baixos números de receptores.

Além disso, devido à crescente compreensão dos efeitos psicoemocionais da ocitocina, o principal hormônio do “cérebro emocional” (sistema límbico), podemos também nos preocupar com as conseqüências no desenvolvimento do comportamento materno por interferir nesse sistema calmante e criador do estabelecimento da relação entre mãe e filho. 46

Como diz Michel Odent, “Muitos experts acreditam que, através da participação ativa na iniciação, que é seu próprio nascimento, o feto [bebê ainda não nascido] pode estar treinando a si mesmo para secretar seu próprio hormônio do amor”.47 Odent fala apaixonadamente sobre os déficits na capacidade de amar a si mesmo e aos outros, e rastreia esse problema até o momento por volta do nascimento, particularmente à interferência no sistema da ocitocina, quando esse sistema de produção do “hormônio do amor” é colocado em ação pela primeira vez.1

Analgésicos Opióides

Opióides são drogas derivadas, ou quimicamente relacionadas, a substâncias encontradas na semente de papoula. Nos EUA, diversas drogas opióides têm sido tradicionalmente usadas no trabalho de parto. Isso inclui os clássicos opióides meperidina (Demerol, Dolantina, Petidina) e morfina, bem como as Nalbufinas (Nubain), Butorfanol, Alfaprodina (Nisentil), Hidromorfona (Dilaudid), e Citrato de fentanila (Fentanil, Fentanest).

O uso de opióides simples, usualmente ministrados no músculo (IM) ou intravenosamente (IV) na sala de trabalho de parto tem caído nos últimos anos, e muitas mulheres estão optando por epidurais, que também podem conter essas drogas (veja a seguir).

Como no caso da ocitocina, o uso de drogas opióides pode reduzir a produção natural de beta-endorfinas,48 bem como causar efeitos colaterais como náusea, moleza, prurido e disfonia.49 Diversos estudos sugerem que os efeitos analgésicos dessas drogas são modestos, e que o maior efeito é de uma pesada sedação.50,51

No cérebro, os opióides reduzem a liberação de ocitocina pela pituitária, que é mostrado nos resultados dos poucos estudos realizados sobre o impacto dessas drogas durante o trabalho. Thomson e Hiller sintetizam, ‘Existe uma forte sugestão na literatura que o uso desta droga [petidina/meperidina] está associada à duração do trabalho de parto e que essa associação é proporcional à dose ministrada. Estudos em animais sustentam essa sugestão. 52

Novamente devemos nos perguntar: quais são os efeitos psicológicos para mãe e bebê de entrar em trabalho e parir/nascer sem os picos desses hormônios do prazer e da co-dependência? A Beta-endorfina ativa intensamente o sistema de “recompensa” cerebral, e alguns pesquisadores acreditam que as endorfinas são a recompensa aos mamíferos de desempenharem funções reprodutivas cruciais como a cópula e o parto. 53

É interessante notar que a maioria dos países que adotaram o modelo da obstetrícia ocidental, que prioriza os medicamentos e intervenções no parto sobre o prazer e o empoderamento, têm experimentado um acentuado declínio nas taxas de natalidade nos últimos anos. Como a feminista Germaine Greer notou já em 1984, “… se nós formos bem sucedidos em aniquilar todo o orgulho e a dignidade do parto, a explosão populacional se resolverá por si mesma.” 54

De relevância social, talvez ainda maior seja o estudo que analisou os registros de nascimento de 200 viciados em opiáceos nascidos em Estocolmo entre 1945 e 1966 e comparou-os com os registros de parto de seus irmãos não-dependentes de opióides. Quando as mulheres recebem opióides, barbitúricos e/ou oxido nítrico durante o trabalho de parto, especialmente em doses múltiplas, os bebês têm maior propensão a tornarem-se viciados. Por exemplo, quando uma mulher recebe três doses de opióides, seu filho tem 4,7 mais chances de se tornar um viciado em drogas opiáceas quando adulto. 55

Este estudo foi recentemente aplicado à população dos EUA, com resultados similares. 56 Os autores desse primeiro estudo sugerem um mecanismo de imprinting, mas talvez seja também uma questão de êxtase – se não o temos no nascimento, como esperamos, procuramos por isso mais tarde na vida através das drogas. Talvez isso também explique a popularidade da droga Ecstasy.

Estudos em animais sugerem outra possibilidade. Parece que drogas e outras substâncias ministradas por volta da hora do parto, mesmo em pequenas doses, podem causar efeitos colaterais na estrutura do cérebro e na química do recém-nascido que talvez não sejam óbvios até a idade adulta, 56-60 Se esses efeitos se aplicam para os humanos ainda não se sabe, mas um  pesquisador alerta, “Durante esse período pré-natal de multiplicação, migração e interconexão neuronal [células do cérebro], o cérebro está mais vulnerável a danos irreversíveis”.59

Drogas Epidurais

Drogas epidurais são administradas por muitas horas via cateter (tubo) no espaço em torno da espinha dorsal. Tais medicamentos incluem anestesia local (todos derivados da cocaína, como a Bupivacaína/Marcaína), recentemente combinados com baixas doses de opióides. A raquianestesia envolve uma única dose do mesmo medicamento injetado através das coberturas da espinha dorsal, e normalmente tem curta duração, a não ser que seja ministrada como uma combinação de raqui-epidural.

A epidural como alívio da dor tem grandes efeitos em todos os hormônios do trabalho de parto anteriormente citados. A epidural inibe a produção de beta-endorfina 61,62 e, portanto, inibe também a alteração de consciência que é parte do trabalho de parto normal.  Essa pode ser a razão pela qual as epidurais são tão aceitas no trabalho e nas salas de parto, onde os profissionais de saúde precisam ter recursos para lidar com a irracionalidade, diretividade e fisicalidade de uma mulher realizando um trabalho de parto por seus próprios meios.

Quando uma epidural é utilizada, os níveis de ocitocina decrescem, e o pico que deve ocorrer no parto também é inibido63, possivelmente devido aos receptores alongados na parte baixa da vagina da mulher em trabalho estarem amortecidos. Esse efeito persiste mesmo após o fim do efeito da epidural e do retorno das sensações, pois as fibras nervosas envolvidas são menores que os nervos sensoriais e, portanto, mais sensíveis aos efeitos da droga. 64

Uma mulher realizando um parto com epidural irá, portanto, perder as fortes contrações do trabalho, que devem fazer com que o nascimento do bebê seja rápido e fácil. A mulher deve, portanto, usar seu próprio esforço, freqüentemente realizado contra a força da gravidade, para compensar. Isso explica o maior tempo do segundo estágio do trabalho e a recorrente necessidade de fórceps quando a epidural é utilizada. 65

O uso das epidurais também inibe a liberação de catecolaminas, 66 que são uma grande vantagem no primeiro estágio do trabalho; próximo da hora do parto, contudo, a redução dos níveis de CA podem inibir o reflexo de ejeção fetal e prolongar o segundo estágio do trabalho. 65

Outro hormônio também parece ser adversamente afetado pelas epidurais. A prostraglandina F2 alfa ajuda a tornar contrátil o útero de uma mulher em trabalho de parto e os níveis aumentam quando a mulher realiza o parto sem epidurais. Em certo estudo, mulheres que tinham recebido epidurais experimentaram uma diminuição de PGF2 alfa, e a média do trabalho aumentou de 4,7 horas para 7,8 horas. 67

Os medicamentos ministrados pela epidural entram imediatamente na corrente sangüínea e vão igualmente ao bebê, e algumas vezes em níveis efetivamente mais altos. 68,69 Alguns medicamentos serão absorvidos preferencialmente pelo cérebro do bebê, 70 e quase todos levarão mais tempo para serem eliminados do organismo imaturo do bebê após o corte do cordão umbilical. Por exemplo, a meia vida da buvicaína – o tempo que leva para reduzir em 50% o nível do medicamento da corrente sangüínea – é de 2,7 horas no adulto, mas por volta de 8 horas em um bebê recém nascido. 71

Outra indicação do efeito das epidurais na mãe e no bebê vem de pesquisadores franceses que ministraram epidurais em ovelhas em trabalho de parto. As ovelhas não tiveram um comportamento materno normal; esse efeito foi mais fortemente marcado pelas ovelhas que receberam a droga no início do trabalho de parto: sete entre oito dessas mães não mostraram interesse por seus filhotes por ao menos 30 minutos.72 Esses pesquisadores analisaram baixos níveis de ocitocina no cérebro dessas ovelhas e também demonstraram uma reversão parcial dos efeitos do comportamento materno, quando a ocitocina foi ministrada no cérebro dessas recém-mães.73

Alguns estudos indicaram que esse distúrbio pode se aplicar também a humanos. Mulheres que receberam epidurais em um estudo passaram menos tempo com seus bebês no hospital, em proporção inversa à dose das drogas que elas receberam e do tempo do segundo estágio do trabalho de parto.74 Em outro estudo, mães que receberam epidurais descreveram que era mais difícil cuidar de seus bebês um mês depois.75

Tais mudanças nas relações e reciprocidade podem refletir as disfunções hormonais e/ou toxicidade dos medicamentos e/ou as circunstâncias menos que ideais que geralmente acompanham partos com epidural: trabalhos longos, fórceps e cesarianas.

Existem alguns poucos estudos de qualidade sobre os efeitos das epidurais na amamentação, que é surpreendente visto o grande uso dessa intervenção. Bebês nascidos após uma epidural podem ter sutis déficits de comportamento neural que interferem na amamentação.

Estudos sobre a epidural confirmam que bebês com maiores níveis de drogas usadas no parto tiveram notas inferiores de comportamento neural76 e que bebês com notas inferiores tiveram menores habilidades de amamentação,77 incluindo uma diminuição na capacidade e reflexos de sucção.78

Dois recentes estudos envolveram particularmente os opióides epidurais com as dificuldades de amamentação. Pesquisadores escolheram 176 mulheres ao acaso (que tinham amamentado previamente e pretendiam amamentar novamente) a quem foram ministradas doses nulas, baixas e altas doses de fentanil epidural. Em seis semanas, 19% das mulheres no grupo de alta dosagem pararam de amamentar, comparado com 6% e 2% nos grupos de baixa dosagem e de dosagem nula de fentanil respectivamente. Todas as mulheres com problemas de amamentação os atribuíram a seus filhos, não a si mesmas.79

Cirurgia Cesariana

Em 2005, a cesariana foi realizada em 30,2% das mulheres americanas: a maior porcentagem na história dos Estados Unidos, representando mais de1,25 milhões de bebês nascidos por via não vaginal. 81 A cesariana envolve uma grande cirurgia abdominal e aumenta em quatro vezes o risco de morte materna, e por volta de duas vezes para mulheres de baixo-risco tendo uma cesariana eletiva.82,83 Recentes pesquisas também sugerem maior mortalidade infantil seguindo uma cesariana84, que pode refletir o aumento dos riscos de problemas respiratórios para bebês nascidos por cesarianas.85

Assim como todos esses riscos de curto prazo, uma cesariana prévia pode aumentar os riscos para a saúde da mãe e do bebê em todas as gravidezes seguintes. O aumento de riscos em longo prazo incluem: infertilidade e gravidez ectópica86, morte uterina sem explicação87, problemas placentários incluindo ruptura da placenta88, placenta prévia, placenta acreta e percreta,89 e histerectomia de emergência pós-parto,90todas elas representando riscos de vida para a mãe e bebê.

Obviamente, o trabalho de parto é mais curto ou inexistente no caso de uma cesariana, e os picos de ocitocina, endorfinas, catecolaminas e prolactinas são ausentes. Assim, mulheres e bebês são normalmente separados durante algumas horas após o parto, fazendo com que a primeira mamada seja prorrogada. Ambos serão afetados pelo prolongamento dos efeitos das drogas usadas no procedimento (anestesia epidural, geral ou raquidiana) e pelos analgésicos pós-operativos.

As conseqüências de tais radicais alterações de nosso modelo hormonal estão sugeridas no trabalho de pesquisadores australianos, que entrevistaram 242 mulheres no final da gravidez e após o parto. Os 50% das mulheres que tiveram um parto espontâneo vaginal eram as mais propensas a experimentar uma acentuada melhora no humor e na elevação da auto-estima após o parto. Comparativamente, os 17% que tiveram uma cirurgia cesárea eram mais propensas a experimentar uma baixa no humor e na auto-estima. As mulheres restantes tiveram parto realizado com fórceps ou vácuo extrator, e seus humores e auto-estima foram, na média, inalterados. 91

Outro estudo analisou a prolactina e ocitocina, hormônios da amamentação, no segundo dia, comparando mulheres que tiveram parto vaginal com mulheres que passaram por uma cirurgia cesariana de emergência. No grupo da cesariana, os níveis de prolactina não aumentaram como o esperado com a amamentação, e as pulsações de ocitocina foram reduzidas ou ausentes. Neste estudo, a primeira mamada foi por volta dos 240 primeiros minutos de vida, em média, para os bebês nascidos por cesariana, e de 75 minutos para os bebês nascidos por via vaginal. A duração da amamentação não foi significativamente diferente entre essas mães.

Os autores comentam, “Esses índices indicam que a amamentação logo após o parto e que a proximidade física podem estar associadas não só com maior interação entre mãe e criança, mas também com mudanças endócrinas (hormonais) na mãe”. 92

Outra pesquisa mostrou que a amamentação logo após o nascimento e mamadas freqüentes influenciam positivamente a produção de leite e a duração da amamentação. 93

Esses estudos não apenas indicam ligações importantes entre o parto e a amamentação, mas também mostram como uma experiência de parto ótimo pode influenciar na saúde da mãe e do bebê a longo prazo. Por exemplo, uma amamentação bem sucedida confere vantagens como a redução do risco de câncer de mama e osteoporose para a mãe, e redução do risco de diabetes e obesidade a longo prazo para a criança. O aumento da auto-estima e confiança após um parto natural é uma base sólida na qual se inicia a maternidade.

As conexões entre eventos no parto e na saúde a longo prazo certamente merecem mais estudos. (Veja o Primal Health – Banco de Dados de Michel Odent www.birthworks.org/primalhealth para um resumo das atuais pesquisas). Entretanto, nós não podemos esperar anos para que os pesquisadores “provem” os benefícios de um parto não-perturbado. Talvez, o melhor que podemos fazer é confiar em nossos instintos e confiar em nossos corpos, escolhendo modelos de assistência que aumentem nossa chance de um parto-extático-não-perturbado.

Separação Precoce

Mesmo em contextos de não-intervenção, é raro que o bebê permaneça nos braços de sua mãe pelas primeiras horas de vida. Ainda que esse tempo seja excepcional, de uma perspectiva hormonal, esse momento nunca mais se repetirá para essa mãe e esse bebê. A suprema orquestração hormonal prevista pela natureza, como descrito anteriormente, inclui picos dos hormônios do amor, prazer, excitação e maternidade que irão aumentar a ligação entre mãe e filho, e serão como uma “iniciação” da amamentação para ambos. Interferências nessa oportunidade, separando mãe e bebê, podem ter implicações significativas a curto, médio e longo prazos.

Para ambos, mãe e bebê, o período imediatamente após o nascimento é associado com altos níveis de CA que aumentam o sistema de alerta e a energia e potencializam a iniciação à amamentação. Os níveis de pico de ocitocina materna na primeira hora acentuam a resposta ao comportamento materno, seja no cérebro como nos seios, e ativam o “circuito materno” – áreas do cérebro que mediam o comportamento de instinto materno – em mães mamíferas. Altos níveis de beta-endorfinas nesse período garantem o prazer e a recompensa para as interações entre mãe e filho, e os níveis ideais de prolactina podem ser importantes para a produção de leite a longo prazo.

Todos esses sistemas hormonais são potencializados pelo contato pele com pele entre mãe e bebê imediatamente após o parto, que reduz o choro e o estresse, mantém o recém-nascido aquecido e melhora a adaptação fisiológica,94,95 mesmo até dois dias após o parto.96

Para a mãe, o contato pele com pele com o início da amamentação logo após o parto aumenta a produção de leite,97 e a amamentação freqüente e iniciada logo após o parto está também associada com o aumento da duração do período de amamentação.93

Ao contrário, a remoção do recém-nascido da mãe, mesmo por um curto período, interfere no desenvolvimento do comportamento pré-amamentação do recém nascido, que inclui movimentar-se sobre o abdômen da mãe, localizar o seio e espontaneamente começar a mamar.98

Como Bergman comenta, “O comportamento neural chamado “amamentação” é uma crítica estratégia de sobrevivência para o ser humano recém-nascido, e é um comportamento que depende inteiramente do programa do sistema límbico, que por sua vez depende inteiramente em estar no habitat certo: o meio materno. Qualquer separação é potencialmente nociva ao programa neuro-comportamental, e representa uma oposição a ele. Portanto o meio materno é especificamente necessário desde o momento do nascimento, e deveria ser contínuo. Sem isso, o neuro-comportamento que resta é de “protesto e desespero”, que desliga o “comportamento de amamentação”.99

Diversos estudos mais antigos mostraram vantagens, até a idade de três anos, para binômios mãe-filho que experimentaram um contato extra na hora seguinte ao nascimento. Isso inclui interações mais positivas entre ambos,100-102 maior duração do período de amamentação 102,103 e interações de linguagem mais complexas quando a criança completa dois anos.104

Otimizando o êxtase

As sugestões a seguir podem ajudar a mulher a acionar o seu modelo hormonal, e assim aperfeiçoar a experiência e a segurança para a mulher e para o bebê durante o parto.  Lembre-se que o parto é “um orgasmo em essência”105 e que, portanto, as condições para o parto são idealmente as mais próximas possíveis das condições para fazer amor.

  • Responsabilize-se pela sua saúde, cura e integridade ao longo da idade reprodutiva;
  • Escolha um modelo de assistência que potencialize a possibilidade de um parto natural e não-perturbado (como o parto em casa, em uma Casa de Parto, assistência individual com parteira);
  • Procure a assistência de acordo com suas necessidades individuais: escolha alguém com quem tenha uma relação amorosa; o cuidado continuado das pessoas que vão dar o suporte na hora do parto também é importante;
  • Considere a possibilidade de ter uma “mediadora” em um parto em hospital – como uma parteira particular ou uma doula;
  • Assegure uma atmosfera onde possa se sentir segura, não observada e livre para seguir seus próprios instintos durante o trabalho de parto;
  • Reduza o estímulo neocortical – mantendo luzes e barulhos suaves e reduzindo as palavras ao mínimo;
  • Esconda o relógio e qualquer outro equipamento técnico;
  • Evite medicamentos, a não ser que seja absolutamente necessário;
  • Evite procedimentos (incluindo observações óbvias) a não ser que seja absolutamente necessário;
  • Evite uma cirurgia cesariana, a não ser que seja absolutamente necessária;
  • Não se separe de seu bebê por nenhuma razão, incluindo ressuscitação, que pode ser feito sem o corte do cordão.
  • Amamente e desfrute!

Parir é um ato de amor, e cada parto é único para a mãe e seu bebê, mesmo que todas compartilhem a mesma fisiologia feminina e a mesma refinada orquestração dos hormônios do nascimento. Nossa capacidade de êxtase no parto é a um só tempo única e universal, uma bênção necessária, e que mesmo sendo totalmente inerente aos nossos corpos requer, especialmente no momento atual, que confiemos, honremos e protejamos o ato de parir de acordo com nossos instintos e necessidades.

O holandês G. Kloosterman, professor de obstetrícia, oferece um resumo sucinto do que poderia ser colocado na porta de cada sala de parto:

“O trabalho de parto espontâneo em uma mulher normal é um evento marcado por uma série de processos tão complexos e tão perfeitamente afinados um ao outro, que qualquer interferência irá apenas distanciar o evento de seu caráter ótimo. A única coisa exigida dos espectadores é que mostrem respeito por esse imponente processo, cumprindo a primeira regra da medicina – nil nocere [não cause nenhum dano]”.106

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*Versões prévias deste artigo foram publicadas em Mothering Magazine, número 111, Março-Abril de 2002, e Byron Child (Austrália), número 5, Março de 2003.

Este material foi atualizado e ampliado como “Undisturbed Birth: Mother Nature’s hormonal blueprint for safety, ease and ecstasy” disponível no livro de Sarah: “Gentle Birth, Gentle Mothering: The wisdom and science of gentle choices in pregnancy, birth, and parenting” (Parto Suave, Maternagem Suave: A sabedoria e a ciência de escolhas suaves na gravidez, parto e maternagem) publicado nos EUA como “Gentle Birth, Gentle Mothering: A Doctors Guide to Natural Childbirth and Gentle Early Parenting Choices”. (Parto Suave, Maternagem Suave: Um Guia Médico Para o Parto Natural e Escolhas da Primeira Maternidade)

Veja o site www.sarahjbuckley.com para mais textos de Sarah e para adquirir seu livro.

Este artigo pode ser copiado e divulgado para uso pessoal, inclusive por profissionais da área, desde que se mantenham os créditos das informações.

Para permissão para traduzi-lo, publicá-lo ou divulgá-lo online, por favor, entre em contato com Sarah através de seu website:www.sarahjbuckley.com

© Dr Sarah J Buckley MD 2007

Tradução para o Português: Letícia Koehler, jornalista humanitária (leticialk@hotmail.com)
Revisão: Grupo de Textos da Rede Parto do Princípio (www.partodoprincipio.com.br).
Tradução e divulgação no site autorizadas por Sarah Buckey (www.sarahbuckey.com).

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