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	<title>Nova Pediatria</title>
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	<description>Atualizações e cenas do mundo pediátrico.</description>
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		<title>Nova Pediatria</title>
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		<title>Fibrose Cística, você já ouviu falar?</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Sep 2011 23:39:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>J.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[A Fibrose Cística, também conhecida como Mucoviscidose, é uma doença genética que afeta uma enzima que dilui nossas secreções. Com a enzima alterada, os pacientes com essa doença terão fluidos corporais bem mais viscosos que o normal, facilitando retenção de bactérias, levando-os a apresentar infecções de repetição, principalmente das vias respiratórias e do trato gastrintestinal. [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=novapediatria.wordpress.com&amp;blog=3389612&amp;post=185&amp;subd=novapediatria&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">A <strong>Fibrose Cística</strong>, também conhecida como<strong> Mucoviscidose,</strong> é uma doença genética que afeta uma enzima que dilui nossas secreções. Com a enzima alterada, os pacientes com essa doença terão fluidos corporais bem mais viscosos que o normal, facilitando retenção de bactérias, levando-os a apresentar infecções de repetição, principalmente das vias respiratórias e do trato gastrintestinal.</p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://www.folegofc.com.br/Default.aspx"><img class="aligncenter size-medium wp-image-189" title="Mucoviscidose" src="http://novapediatria.files.wordpress.com/2011/09/0mucoviscidose.jpg?w=300&#038;h=235" alt="Clique para saber mais" width="300" height="235" /></a></p>
<h4 style="text-align:justify;"><span style="color:#008080;"><strong>Quando desconfiar?</strong></span></h4>
<p style="text-align:justify;">Se a pessoa tem sinusite ou asma de difícil controle, tem pneumonias de repetição, associados ou não a quadros de desnutrição (por má absorção) e diarreia (a pessoa pode apresentar fezes espumosas, que boiam no vaso), é imperativo desconfiar de <strong>Fibrose Cística</strong>.</p>
<p style="text-align:justify;">Porém, a apresentação da doença é muito variada. Há pessoas com quadros mais leves, só de sinusite, ou só de diarreia. Não é sempre que o quadro é clássico, rico nos sintomas que já esperamos. O que necessitamos é aumentar o nosso <em>desconfiômetro</em> nesses casos.</p>
<h4 style="text-align:justify;"><span style="color:#008080;">Como descobre?</span></h4>
<p style="text-align:justify;">Facinho! Pelo teste do suor!  O laboratório vai medir a quantidade de sódio que há no suor. Se estiver aumentada, é <strong>fibrose cística</strong>. Peça o teste do suor para o seu filho.</p>
<h4 style="text-align:justify;"><span style="color:#008080;"><strong>Tem cura?</strong></span></h4>
<p style="text-align:justify;">Não, afinal é um probleminha no gene, que não forma as enzimas.</p>
<h4 style="text-align:justify;"><span style="color:#008080;"><strong>Mas&#8230; tem tratamento?</strong></span></h4>
<p style="text-align:justify;">Tem! A reposição das enzimas que podem ser ingeridas durante as refeições. O médico vai acompanhar o paciente durante a vida toda, adequando a quantidade das enzimas conforme o quadro apresentado. E também vai tratar os probleminhas, se eles surgirem (crises de sinusite, pneumonia ou má absorção).</p>
<p style="text-align:justify;">Infelizmente, o diagnóstico ainda é tardio no Brasil, justamente pela falta de conhecimento sobre a doença. Por isso é importante a divulgação desse conhecimento que você acabou de adquirir. Quanto mais pessoas souberem dela, mais testes do suor serão realizados, mais diagnósticos serão feitos e mais cedo será o tratamento dos diagnosticados!</p>
<h4><span style="color:#008080;">E o que o Teste do Pezinho tem a ver com isso?</span></h4>
<p style="text-align:justify;">O <a title="mais sobre ele..." href="http://www.testedopezinho.com.br/" target="_blank">Teste do Pezinho</a> vai diagnosticar a doença ainda <strong>na primeira semana de vida</strong>! Quer diagnóstico mais precoce que este?! Assim, a criança já trata e tem a oportunidade de ter uma melhor qualidade de vida e de crescer sem tantos problemas quanto teria se não repusesse as enzimas!</p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://www.folegofc.com.br/Default.aspx"><img class="aligncenter size-medium wp-image-188" title="Fibrose Cística" src="http://novapediatria.files.wordpress.com/2011/09/0fibrose-cc3adstica.jpg?w=300&#038;h=300" alt="Clique para saber mais" width="300" height="300" /></a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/novapediatria.wordpress.com/185/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/novapediatria.wordpress.com/185/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/novapediatria.wordpress.com/185/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/novapediatria.wordpress.com/185/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/novapediatria.wordpress.com/185/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/novapediatria.wordpress.com/185/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/novapediatria.wordpress.com/185/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/novapediatria.wordpress.com/185/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/novapediatria.wordpress.com/185/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/novapediatria.wordpress.com/185/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/novapediatria.wordpress.com/185/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/novapediatria.wordpress.com/185/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/novapediatria.wordpress.com/185/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/novapediatria.wordpress.com/185/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=novapediatria.wordpress.com&amp;blog=3389612&amp;post=185&amp;subd=novapediatria&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Mucoviscidose</media:title>
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			<media:title type="html">Fibrose Cística</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>CFM alerta para e-mail com conteúdo desconhecido</title>
		<link>http://novapediatria.wordpress.com/2011/06/01/cfm-alerta-para-e-mail-com-conteudo-desconhecido/</link>
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		<pubDate>Wed, 01 Jun 2011 14:39:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>J.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Divulgação]]></category>

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		<description><![CDATA[Nesta quarta-feira (25), vários médicos acionaram o Conselho Federal de Medicina (CFM) com informações sobre suposta mensagem que teria sido enviada pela entidade. Diante dos riscos aos quais os internautas estão expostos, o CFM esclarece que o conteúdo e a procedência deste e-mail são desconhecidos. A recomendação é de que a mensagem seja imediatamente apagada [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=novapediatria.wordpress.com&amp;blog=3389612&amp;post=176&amp;subd=novapediatria&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2 style="text-align:justify;" align="center"><span class="Apple-style-span" style="font-size:13px;font-weight:normal;">Nesta quarta-feira (25), vários médicos acionaram o Conselho Federal de Medicina (CFM) com informações sobre suposta mensagem que teria sido enviada pela entidade. Diante dos riscos aos quais os internautas estão expostos, o CFM esclarece que o conteúdo e a procedência deste e-mail são desconhecidos. A recomendação é de que a mensagem seja imediatamente apagada para evitar a exposição dos equipamentos à vírus ou à ação de hackers.</span></h2>
<p style="text-align:justify;">
<p>NOTA DE ALERTA SOBRE MENSAGEM DESCONHECIDA</p>
<p style="text-align:justify;">O Conselho Federal de Medicina (CFM) alerta aos médicos e à sociedade em geral para e-mail que tem sido encaminhado aos profissionais com o seguinte assunto: BOLETO CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA.</p>
<p style="text-align:justify;">Esclarecemos que esta mensagem não tem origem no CFM. A entidade não envia documentos desse tipo pela internet. Trata-se, assim, de e-mail de procedência e conteúdo desconhecidos.</p>
<p style="text-align:justify;">O CFM chama atenção para possíveis riscos que esta mensagem pode trazer, como vírus ou ser a porta de entrada para ação de hackers, e sugere aos internautas que o receberem que o apaguem imediatamente.</p>
<div style="text-align:justify;" align="center">
<div align="justify">
<div align="center"><strong><span style="font-size:x-small;"><img src="http://www.cremepa.org.br/uteis/imagens/logo_crm_bem_pequeno.png" alt="" align="baseline" border="0" hspace="0" vspace="0" /></span></strong></div>
<div align="center"><strong><span style="font-size:x-small;">Conselho Regional de Medicina do Estado do Pará &#8211; CRM-PA</span></strong></div>
</div>
</div>
<div style="text-align:justify;" align="center">Av Generalíssimo Deodoro nº 223 entre Oliveira Belo e Diogo Móia; Umarizal, Belém -PA &#8211; CEP:66050-160<br />
Fones: (0xx91) 3204-4000 . Fax: (0xx91) 3204-4012</div>
<div style="text-align:justify;" align="center"><img src="http://www.cremepa.org.br/uteis/imagens/imprima_consciente.gif" alt="" /></div>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/novapediatria.wordpress.com/176/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/novapediatria.wordpress.com/176/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/novapediatria.wordpress.com/176/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/novapediatria.wordpress.com/176/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/novapediatria.wordpress.com/176/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/novapediatria.wordpress.com/176/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/novapediatria.wordpress.com/176/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/novapediatria.wordpress.com/176/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/novapediatria.wordpress.com/176/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/novapediatria.wordpress.com/176/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/novapediatria.wordpress.com/176/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/novapediatria.wordpress.com/176/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/novapediatria.wordpress.com/176/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/novapediatria.wordpress.com/176/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=novapediatria.wordpress.com&amp;blog=3389612&amp;post=176&amp;subd=novapediatria&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">J.</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>Por mais segurança no trânsito!</title>
		<link>http://novapediatria.wordpress.com/2011/05/14/por-mais-seguranca-no-transito/</link>
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		<pubDate>Sat, 14 May 2011 13:10:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>J.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Puericultura]]></category>
		<category><![CDATA[segurança]]></category>
		<category><![CDATA[trânsito]]></category>

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		<description><![CDATA[11/05/11-  Começa hoje, em diversos países, o movimento “Década de Ação pela Segurança no Trânsito 2011-2020”, promovido pela Organização Mundial de Saúde, com o objetivo de reduzir lesões e mortes por acidentes. O Departamento Científico (DC) de Segurança da Criança e do Adolescente da SBP apóia a iniciativa e seu presidente, dr. Aramis Lopes Neto, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=novapediatria.wordpress.com&amp;blog=3389612&amp;post=172&amp;subd=novapediatria&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify"><strong><img src="http://www.sbp.com.br/img/84503128.jpg" alt="" width="254" height="380" align="left" hspace="5" />11/05/11</strong>-  Começa hoje, em diversos países, o movimento “Década de Ação pela Segurança no Trânsito 2011-2020”, promovido pela Organização Mundial de Saúde, com o objetivo de reduzir lesões e mortes por acidentes. O Departamento Científico (DC) de Segurança da Criança e do Adolescente da SBP apóia a iniciativa e seu presidente, dr. Aramis Lopes Neto, lembra que os acidentes de trânsito são a principal causa de óbito entre crianças e adolescentes de cinco a 14 anos, ultrapassando as doenças em geral e até mesmo as situações de violência. Entre as mortes acidentais, as causadas no trânsito respondem por mais de 50%, acometendo principalmente crianças, adolescentes, adultos jovens e idosos.</p>
<p align="justify">Além disso, o presidente do DC de Segurança salienta que “os recursos de proteção a pedestres não são eficazes e não há sistemas de vigilância e medidas punitivas capazes de inibir a imprudência dos motoristas em geral. Por isso, os atropelamentos causam a maioria das mortes no trânsito e entre as vítimas já estão crianças de um a quatro anos de idade. Entre os jovens de 15 a 29 anos, crescem assustadoramente os registros de mortes de motociclistas, consequência não apenas do aumento da circulação desse tipo de veículo, como também da falta de vigilância quanto ao uso de equipamentos de segurança adequados e de regulamentações específicas para esse meio de transporte”.</p>
<p align="justify">O Departamento Segurança da SBP defende a criação, aperfeiçoamento e aplicação efetiva das medidas voltadas à prevenção e redução da mortalidade e danos causados por acidentes de trânsito.  São considerados prioritários para a proteção de crianças e adolescentes a obrigatoriedade do uso de capacetes, cintos de segurança, assentos restritivos adequados a cada idade e a acomodação sempre no banco traseiro dos veículos.</p>
<p align="justify">“Cabe ressaltar a necessidade de medidas gerais, voltadas para a exigência do respeito às leis de trânsito, em particular o impedimento da direção sob efeito de álcool, além de outras ações imprudentes, que devem ser reprimidas com veemência, com base em legislação que proteja as vítimas em potencial.  Novas medidas para maior segurança de pedestres, motociclistas e ciclistas – ao invés do olhar voltado unicamente aos motoristas e passageiros –, tornaram-se prioritárias, diante do fato de que vem desse grupo mais de 50% das vítimas fatais no trânsito”, ressalta também o dr. Aramis.</p>
<p align="justify">São fundamentais também “providências voltadas para a adequação dos serviços de atendimento  de emergência, tanto no local do acidente, quanto no ambiente hospitalar. A disponibilidade de atenção especializada para crianças e adolescentes vitimados, com profissionais treinados e equipamentos específicos, permite a melhor recuperação e a minimização das lesões decorrentes dos traumatismos adquiridos no acidente”, conclui.</p>
<p><strong>Assessoria de Comunicação da SBP</strong><br />
Tel: 55 21 2256-6856<br />
55 21 2548-1999 r/ 33 e 48<br />
Fax:55 21 2547-3567<br />
<a title="mailto:imprensa@sbp.com.br" href="mailto:imprensa@sbp.com.br" target="_blank">imprensa@sbp.com.br</a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/novapediatria.wordpress.com/172/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/novapediatria.wordpress.com/172/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/novapediatria.wordpress.com/172/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/novapediatria.wordpress.com/172/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/novapediatria.wordpress.com/172/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/novapediatria.wordpress.com/172/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/novapediatria.wordpress.com/172/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/novapediatria.wordpress.com/172/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/novapediatria.wordpress.com/172/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/novapediatria.wordpress.com/172/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/novapediatria.wordpress.com/172/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/novapediatria.wordpress.com/172/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/novapediatria.wordpress.com/172/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/novapediatria.wordpress.com/172/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=novapediatria.wordpress.com&amp;blog=3389612&amp;post=172&amp;subd=novapediatria&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">J.</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>Pediatra, participe da paralisação nacional amanhã</title>
		<link>http://novapediatria.wordpress.com/2011/04/06/pediatra-participe-da-paralisacao-nacional-amanha/</link>
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		<pubDate>Wed, 06 Apr 2011 21:17:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>J.</dc:creator>
				<category><![CDATA[pediatria]]></category>
		<category><![CDATA[paralisação]]></category>

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		<description><![CDATA[Prezado Pediatra,&#160; Amanhã, 7 de abril, todos os médicos que atendem os planos e seguros de saúde paralisarão suas atividades durante 24 horas. O movimento, que tem recebido ampla divulgação pela imprensa, é resultado da articulação vitoriosa das entidades médicas nacionais e regionais. A Sociedade Paraense de Pediatria está entre as entidades que aderiram ao [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=novapediatria.wordpress.com&amp;blog=3389612&amp;post=161&amp;subd=novapediatria&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align:justify;"><strong><a href="http://novapediatria.files.wordpress.com/2011/04/double_2_topo_boletim_sopape_extra.jpg"><img class="aligncenter" src="http://novapediatria.files.wordpress.com/2011/04/double_2_topo_boletim_sopape_extra.jpg?w=500&#038;h=71" alt="" width="500" height="71" /></a><br />
</strong><strong>Prezado Pediatra,</strong>&nbsp;</p>
<p>Amanhã, 7 de abril, todos os médicos que atendem os   planos e  seguros de saúde paralisarão suas atividades durante 24 horas. O    movimento, que tem recebido ampla divulgação pela imprensa, é resultado  da   articulação vitoriosa das entidades médicas nacionais e regionais.<br />
A Sociedade Paraense de Pediatria está entre as entidades que aderiram  ao   movimento. Para tanto, precisamos da sua colaboração. É a nossa  união que   fará a diferença.<br />
No Pará, o calendário de mobilização também inclui a realização de  Assembleia   Geral dos médicos, sociedades e cooperativas hoje (06/04),  às 19h, no   auditório do Conselho Regional de Medicina. Amanhã ocorrerá  uma manifestação   com concentração na frente do CRM-PA, a partir das  8h.</p>
<p><strong>MOTIVO DA PARALISAÇÃO</strong></p>
<ul>
<li><strong>O protesto de 7 de abril é um alerta dos médicos aos planos de        saúde e à sociedade.</strong> É preciso exigir        respostas dos planos de saúde para corrigir  distorções, como a        interferência antiética na autonomia do  trabalho médico e os baixos        honorários. Sem isso, o atendimento  dos usuários dos planos de saúde        pode ser comprometido.</li>
<li><strong>A paralisação de 7 de abril tem como foco a valorização do         trabalho médico e da assistência em saúde oferecida pelos planos  de        saúde.</strong> Os médicos são solidários com os usuários         dessa rede, que sofrem com glosas e filas de espera, e acreditam que,         com o apoio da sociedade, será possível qualificar os serviços.</li>
</ul>
<p><strong>VALORES PRETENDIDOS</strong></p>
<ul>
<li><strong>Além de um valor mínimo de R$ 60,00 por consulta, os médicos         querem que seja garantindo o estabelecimento de regras  contratuais que        assegurem o reajuste dos honorários de forma  progressiva &#8211; tendo como        parâmetro a CBHPM</strong> &#8211; para evitar  o surgimento de déficits como o        atual. Os médicos atendem, em  média, em seus consultórios, oito planos        ou seguros saúde.  Atualmente, a maioria dos planos de saúde paga entre        R$ 25,00 e  R$ 40,00 por consulta. Esses valores mudam de região para        região e  simbolizam a indiferença dos planos para com os profissionais         que respondem pela saúde da população.</li>
</ul>
<p><strong>SEM PREJUÍZOS PARA POPULAÇÃO</strong></p>
<ul>
<li><strong>Os usuários dos planos de saúde não serão prejudicados pela         mobilização. As consultas e procedimentos eletivos que foram  suspensos        serão remarcados e os casos de urgência serão  atendidos.</strong> Na verdade, o ato de 7 de abril é uma frente de luta  em defesa do        direito dos usuários a ter bom atendimento.  Esperamos contar com o apoio        e a compreensão dos brasileiros  nessa luta pela valorização da medicina        e da assistência.</li>
</ul>
<p><strong>PROXIMOS PASSOS</strong></p>
<ul>
<li><strong>Os médicos continuarão mobilizados após o Dia 7 de abril.  Esperamos        que após a paralisação, as entidades médicas, em seus  estados, iniciem o        processo de negociação com os planos de saúde  para garantir o fim das        distorções nos honorários e na  interferência desrespeitosa na autonomia        dos profissionais da  Medicina.</strong> Os coordenadores do movimento de reivindicação dos  médicos permanecem        atentos, monitorando os avanços, e devem,  oportunamente, convocar nova        reunião para adoção de novas medidas</li>
</ul>
<p><strong>NÚMEROS QUE VOCÊ PRECISA SABER</strong></p>
<p>No Brasil, os planos e seguros de saúde são responsáveis   diretos  pelo atendimento de 45,5 milhões de pessoas. Atualmente, há 1.044    empresas em atividades, que responderam, em 2010, por um movimento  estimado   em R$ 70 bilhões. O número de médicos que atendem pelos  planos é de,   aproximadamente, 160 mil, sendo que eles realizam  anualmente em torno de 223   milhões de consultas e respondem por 4,8  milhões de internações. Os dados   levantados pela Comissão de Saúde  Suplementar, que junta representantes da   Associação Médica Brasileira  (AMB), do Conselho Federal de Medicina (CFM) e   da Federação Nacional  dos Médicos (Fenam) quantificam a abrangência da   paralisação de 7 de  abril. Confira, abaixo, os números do setor.</p>
<ul>
<li>O        Brasil tem <strong>347 mil</strong> médicos em atividade, registrados no Conselho Federal de Medicina.</li>
<li>Aproximadamente,        <strong>160 mil</strong> médicos        atuam na saúde suplementar, atendem usuários de planos e de seguros de        saúde.</li>
<li>No        Brasil, atuam <strong>1044 operadoras</strong> de planos de saúde médico-hospitalares, que movimentaram R$ <strong>64,2 bilhões</strong>, em 2009.        Projeções indicam que, em 2010, este volume chegou a R$ 70 bilhões.</li>
<li><strong>45,5 milhões (24% da população)</strong> é o número de usuários de planos de assistência médica no Brasil. O dado        é de dezembro de 2010.</li>
<li><strong>74% dos usuários</strong> de planos de        assistência  médica estão em planos coletivos (quase 33 milhões de pessoas).        O  restante, 26%, têm plano individual ou familiar.</li>
<li>Dos        usuários de planos de assistência médica, 19,6% ainda permanecem em <strong>planos</strong> antigos (8,8 milhões),        muitos deles com restrições de cobertura  ainda piores do que as        praticadas pelos planos novos (contratos  após janeiro de 1999).</li>
<li>Por        ano, os médicos realizam, por meio dos planos de saúde, em torno de <strong>223 milhões de consultas</strong> e        acompanham <strong>4,8 milhões de        internações.</strong></li>
<li>Os        médicos atendem, em média, em seus consultórios, <strong>oito planos</strong> ou seguros saúde.</li>
<li><strong>Cada hospital</strong> privado atende, em        média, convênio com <strong>42 planos de        saúde.</strong></li>
<li>Cada        usuário de plano de saúde vai ao médico (consulta) em média <strong>5 vezes por ano.</strong></li>
<li><strong>80% das consultas</strong>, em um mês típico        de  consultório médico, são realizadas por meio de plano de saúde. As         consultas particulares representam, em média, 20% do trabalho médico em         consultório.</li>
<li>O        médico que trabalha com planos ou seguros de saúde atribui, em média, <strong>nota 5</strong> para as operadoras, em        escala de zero a dez. Ressalta-se que 5% dos médicos deram <strong>nota zero para os planos</strong> ou        seguros saúde brasileiros e apenas 1% atribuiu notas 9 ou 10.</li>
<li><strong>92%</strong> dos médicos brasileiros que atendem planos ou         seguros saúde afirmam que sofreram pressão ou ocorreu  interferência das        operadoras na autonomia técnica do médico.</li>
<li>Entre        as interferências no trabalho médico, <strong>glosar procedimentos ou medidas terapêuticas e impor a redução de        número de exames ou procedimentos</strong> são as práticas mais        comuns das operadoras (veja quadro abaixo).</li>
</ul>
<table border="0" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td width="461" valign="top"><strong>Principais     interferências dos planos no trabalho médico</strong></td>
<td width="75" valign="top"><strong>Total %</strong></td>
</tr>
<tr>
<td width="461" valign="top">Glosar (     rejeitar a prescrição ou cancelar pagamento) de procedimentos ou medidas     terapêuticas</td>
<td width="75" valign="top"><strong>78</strong></td>
</tr>
<tr>
<td width="461" valign="top">Limitar     número de exames ou procedimentos</td>
<td width="75" valign="top"><strong>75</strong></td>
</tr>
<tr>
<td width="461" valign="top">Restringir     ( limitar cobertura) doenças pré-existentes</td>
<td width="75" valign="top"><strong>70</strong></td>
</tr>
<tr>
<td width="461" valign="top">Autorizar     atos diagnósticos e terapêuticos somente mediante a designação de auditores</td>
<td width="75" valign="top"><strong>70</strong></td>
</tr>
<tr>
<td width="461" valign="top">Interferir     no tempo de internação de pacientes ( determinar alta hospitalar antes da     hora)</td>
<td width="75" valign="top"><strong>55</strong></td>
</tr>
<tr>
<td width="461" valign="top">Negar a     prescrição de medicamentos de alto custo</td>
<td width="75" valign="top"><strong>49</strong></td>
</tr>
<tr>
<td width="461" valign="top">Interferir     no período de internação pré-operatório ( não permitir, por exemplo, a     internação na véspera da cirurgia)</td>
<td width="75" valign="top"><strong>48</strong></td>
</tr>
<tr>
<td width="461" valign="top">Nenhuma</td>
<td width="75" valign="top"><strong>6</strong></td>
</tr>
<tr>
<td width="461" valign="top"><strong>Base     (número de médicos entrevistados)</strong></td>
<td width="75" valign="top"><strong>2184</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="text-align:center;"><em>Fonte: APM/Datafolha &#8211; Pesquisa   Nacional</em></p>
<ul>
<li>Mais        da metade dos hospitais (54,9%) afirmam que os planos de saúde <strong>determinam a transferência de pacientes</strong> para hospitais próprios das operadoras.</li>
<li>Mais        da metade dos hospitais (51%) afirma que os planos de saúde <strong>demoram na liberação de guias</strong> de autorização para internação, cirurgia e exames, o que prejudica        pacientes e médicos.</li>
<li>O        setor de planos de saúde liderou, em 2010, o <strong>ranking de reclamações</strong> do Idec        pelo 11º ano consecutivo. As principais queixas foram  referentes a        reajustes de mensalidade, negativas de cobertura,  manutenção de        dependentes no plano de saúde após a morte do  titular e adaptação e        migração de contratos antigos.</li>
</ul>
<p><a href="http://novapediatria.files.wordpress.com/2011/04/sopape.jpg"><img class="aligncenter" src="http://novapediatria.files.wordpress.com/2011/04/sopape.jpg?w=500&#038;h=35" alt="" width="500" height="35" /></a></p>
</div>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/novapediatria.wordpress.com/161/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/novapediatria.wordpress.com/161/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/novapediatria.wordpress.com/161/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/novapediatria.wordpress.com/161/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/novapediatria.wordpress.com/161/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/novapediatria.wordpress.com/161/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/novapediatria.wordpress.com/161/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/novapediatria.wordpress.com/161/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/novapediatria.wordpress.com/161/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/novapediatria.wordpress.com/161/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/novapediatria.wordpress.com/161/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/novapediatria.wordpress.com/161/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/novapediatria.wordpress.com/161/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/novapediatria.wordpress.com/161/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=novapediatria.wordpress.com&amp;blog=3389612&amp;post=161&amp;subd=novapediatria&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		</media:content>

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		<media:content url="http://novapediatria.files.wordpress.com/2011/04/sopape.jpg" medium="image" />
	</item>
		<item>
		<title>Tratamento da febre na infância</title>
		<link>http://novapediatria.wordpress.com/2011/01/13/febre-na-infancia/</link>
		<comments>http://novapediatria.wordpress.com/2011/01/13/febre-na-infancia/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 13 Jan 2011 21:33:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>J.</dc:creator>
				<category><![CDATA[pediatria]]></category>
		<category><![CDATA[acetominofeno]]></category>
		<category><![CDATA[analgésicos]]></category>
		<category><![CDATA[antipiréticos]]></category>
		<category><![CDATA[ibuprofeno]]></category>
		<category><![CDATA[sintomáticos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://novapediatria.wordpress.com/?p=150</guid>
		<description><![CDATA[29-09-2010 Allan GM, Ivers N, Shevchuk Y. Treatment of pediatric fever &#8211; Are acetaminophen and ibuprofen equivalent? Can Fam Physician.2010 Aug;56(8):773. Questão clínica: O acetaminofeno é superior ao ibuprofeno no tratamento da febre na infância? &#160; Evidência: Uma meta-análise e um estudo clínico randomizado controlado realizados recentemente oferecem algumas orientações. • Meta-análise de 10 estudos [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=novapediatria.wordpress.com&amp;blog=3389612&amp;post=150&amp;subd=novapediatria&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><a href="http://www.medicalservices.com.br/atualizacao/literatura_comentada/exibe.php?id=405&amp;topo=" target="_blank">29-09-2010</a></strong></p>
<h6 style="text-align:right;"><span style="color:#c0c0c0;">Allan GM, Ivers N, Shevchuk Y. Treatment of pediatric fever &#8211; Are acetaminophen and ibuprofen equivalent? Can Fam Physician.2010 Aug;56(8):773.</span></h6>
<h3 style="text-align:center;"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-155" title="Neném com Febre" src="http://novapediatria.files.wordpress.com/2011/01/nenem-febre.jpg?w=150&#038;h=150" alt="" width="150" height="150" />Questão clínica: <strong>O acetaminofeno é superior ao ibuprofeno no tratamento da febre na infância?</strong></h3>
<p style="text-align:justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Evidência:</strong> Uma meta-análise e um estudo clínico randomizado controlado realizados recentemente oferecem algumas orientações. • Meta-análise de 10 estudos clínicos (N = 1078) de ibuprofeno (5 a 10 mg/kg) versus acetaminofeno (10 a 15 mg/kg):</p>
<ul>
<li style="text-align:justify;"> O ibuprofeno foi superior após 2, 4 e 6 horas; após 4 a 6 horas, aproximadamente 15% mais pacientes com ibuprofeno apresentavam redução da febre (número necessário para tratar = 7).<span id="more-150"></span></li>
</ul>
<p style="text-align:justify;">O estudo clínico randomizado controlado PITCH (N = 156, idades entre 6 meses a 6 anos) comparou ibuprofeno (10 mg/kg a cada 6 a 8 horas), acetaminofeno (15 mg/kg a cada 4 a 6 horas) ou uma combinação de ambos:</p>
<ul>
<li style="text-align:justify;"> Para tempo sem febre nas primeiras 4 horas, a combinação foi superior ao acetaminofeno por 55,3 minutos (P &lt; 0,001), mas não foi superior ao ibuprofeno.</li>
<li style="text-align:justify;"> O ibuprofeno e a combinação eliminaram a febre mais rapidamente.</li>
<li style="text-align:justify;"> A combinação reduziu o tempo de febre nas primeiras 24 horas (acetaminofeno 4,4 horas mais [P &lt; 0,001], ibuprofeno 2,5 horas mais [P =0,008]).</li>
<li style="text-align:justify;"> Ocorreu superdosagem em 33 crianças (21%).</li>
</ul>
<p style="text-align:justify;">Os autores recomendam ibuprofeno:</p>
<ul>
<li> Ibuprofeno foi superior ao acetaminofeno;</li>
<li> Em relação ao ibuprofeno isoladamente, a combinação foi discretamente melhor em alguns aspectos; e</li>
<li> Existe o risco potencial de superdosagem com a combinação.</li>
</ul>
<p style="text-align:justify;"><strong>Contexto: </strong>Algumas controvérsias ainda rondam o uso dos antitérmicos:</p>
<ul>
<li style="text-align:justify;"> Não existem evidências de que a febre em si é danosa (ela pode ser apenas parte da resposta imune).</li>
<li style="text-align:justify;"> Os antitérmicos não parecem evitar a ocorrência de convulsões febris.</li>
<li style="text-align:justify;"> Não existem evidências de que o tratamento da febre nas infecções leves seja danoso (exceto nos casos de superdosagem do medicamento).</li>
<li style="text-align:justify;"> Quando a febre é tratada, o objetivo deve ser a promoção do conforto do paciente (apesar de nenhum estudo ter investigado o conforto na febre).</li>
</ul>
<p style="text-align:justify;">Efeitos colaterais do ibuprofeno comparado ao acetaminofeno:</p>
<ul>
<li style="text-align:justify;"> <strong>Asma </strong>— não foi observado aumento do risco ou talvez um risco discretamente menor (possível aumento do risco com acetaminofeno);</li>
<li style="text-align:justify;"> <strong>Síndrome de Reye </strong>— nenhum aumento no risco;</li>
<li style="text-align:justify;"> <strong>Efeitos gastrointestinais e renais</strong> — nenhuma evidência de risco, mas a Sociedade Canadense de Pediatria recomenda evitar ibuprofeno em crianças que não estejam ingerindo uma quantidade satisfatória de líquidos;</li>
<li style="text-align:justify;"> <strong>Reações sistêmicas</strong> — nenhuma evidência de risco.</li>
</ul>
<p style="text-align:justify;"><strong>Conclusão: </strong>A conveniência do tratamento da febre na infância é controversa e deve ser discutida com os pais. Caso se opte por um tratamento específico, o médico assistente deve saber que o ibuprofeno oferece uma redução maior da febre, sem aumento no risco de efeitos colaterais.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Implementação: </strong>Fornecer panfletos com orientações sobre o tratamento da febre, reduzindo a ansiedade dos pais e a frequência das consultas no setor de emergência. Apesar das evidências quanto a esta estratégia serem ruins, panfletos sobre infecções pediátricas parecem funcionar quando revistos durante a consulta. Dessa forma, revisar as orientações da Sociedade Canadense de Pediatria com os pais para explicar o tratamento da febre pode ser útil, mas o panfleto pode ser alterado para encorajar o emprego do ibuprofeno dentro das doses recomendadas.</p>
<hr />
<p style="text-align:justify;"><strong>Comentários</strong></p>
<p><em><strong>Alexandre Alves Neves</strong></em> <em>Cardiologista pediátrico do Hospital Risoleta Tolentino Neves &#8211; FUNDEP.</em></p>
<p style="text-align:justify;">Uma das principais causas de atendimento emergencial na faixa etária da pediatria é a febre e, em grande número de vezes, ela surge como sinal de infecções virais comuns na infância, podendo também significar infecções mais graves.</p>
<p style="text-align:justify;">Nosso sistema nervoso central regula a temperatura corpórea próximo aos 37ºC, com pequenas variações; Então, poderemos definir se o paciente apresenta febre caso a temperatura retal (que apresenta boa correlação com a temperatura central) esteja igual ou acima de 38ºC; as aferições de temperatura em outros locais, como boca, axila, ouvido ou pele podem sofrer variações maiores. É considerado febre quando a temperatura axilar estiver acima de 37,5 a 37,8ºC. A febre pode ocasionar um grande desconforto ao paciente, podendo gerar os “calafrios”, delírios e, por fim, crise convulsiva em vigência de febre nas crianças menores que 06 anos.</p>
<p style="text-align:justify;">Alguns autores divergem sobre a melhor conduta a ser tomada em situações de febre mais baixa e, em alguns trabalhos recentes, os autores observaram que o uso dos antitérmicos não foi capaz de reduzir o risco de o paciente pediátrico apresentar crise convulsiva em vigência de febre. Ainda, tem sido discutida a relação risco benefício do uso de certos medicamentos.</p>
<p style="text-align:justify;">Alguns estudos recentes testaram a eficácia dos medicamentos mais comuns como o acetaminofeno (paracetamol) e o ibuprofeno, ambos muito utilizados em vários países há muito tempo e com certa segurança. Em uma meta-análise de 10 estudos clínicos (N = 1078) de ibuprofeno (nas doses usuais de 5 a 10 mg/kg/dose) comparando ao acetaminofeno (nas doses usuais de 10 a 15 mg/kg) ficou evidenciado que o ibuprofeno foi superior após 2, 4 e 6 horas; e após 4 a 6 horas, aproximadamente 15% mais pacientes com ibuprofeno apresentaram redução da febre; Em outra pesquisa onde foram usados alternadamente ou combinados, os resultados foram mais satisfatórios ainda; Porém, existem dúvidas quanto à segurança desta forma de administração dos medicamentos.</p>
<p style="text-align:justify;">Alguns efeitos adversos podem estar associados aos antitérmicos, podendo manifestar como dores abdominais leves ou reações mais graves, como agranulocitose medular, hipersensibilidade, lesões hepáticas, queda da pressão arterial, etc. Se usados em doses elevadas ou por longos períodos, podem levar a insuficiência renal e a outras alterações inerentes a esta patologia. As reações mais temidas são as que evoluem com choque anafilático ou com acometimento medular, gerando agranulocitose e aplasia da medula óssea.</p>
<p style="text-align:justify;">Observa-se que o presente trabalho não testou ou citou a dipirona, que é um antitérmico utilizado em países como Brasil, Espanha, Áustria, Bélgica, Itália, Holanda, Suíça, África do Sul, Rússia, Israel e Índia com grande eficácia na redução e manutenção da temperatura em valores mais próximos ao normal; porém, esta droga não pode ser utilizada em outros países, como EUA, Canadá e em alguns países da Europa, pois, nestes locais, a incidência de agranulocitose é maior, podendo ser relacionada a alguma influência genética.</p>
<p style="text-align:justify;">Neste trabalho, concluiu-se que o tratamento da febre na infância ainda é controverso e deve ser discutido com os pais. Caso se opte por um tratamento específico, o médico assistente deve saber que o ibuprofeno oferece uma redução maior da febre, sem aumento no risco de efeitos colaterais.</p>
<p style="text-align:justify;">Os autores sugerem que sejam fornecidas orientações sobre o tratamento da febre, reduzindo a ansiedade dos pais e a frequência das consultas no setor de emergência.</p>
<hr />
<h6 style="text-align:justify;"><span style="color:#c0c0c0;"><strong>Referência</strong></span></h6>
<h6 style="text-align:justify;"><span style="color:#c0c0c0;">1. Allan GM, Ivers N, Shevchuk Y. Treatment of pediatric fever &#8211; Are acetaminophen and ibuprofen equivalent? Can Fam Physician.2010 Aug;56(8):773.</span></h6>
<h6 style="text-align:justify;"><span style="color:#c0c0c0;">2. Shortridge L, Harris V. Alternating acetaminophen and ibuprofen. Paediatr Child Health. 2007 Feb;12(2):127-8.</span></h6>
<h6 style="text-align:justify;"><span style="color:#c0c0c0;">3. Zaffanello M, Brugnara M, Angeli S, Cuzzolin L. Acute non-oliguric kidney failure and cholestatic hepatitis induced by ibuprofen and acetaminophen: a case report. Acta Paediatr. 2009 May;98(5):903-5. Epub 2009 Jan 13.</span></h6>
<h6 style="text-align:justify;"><span style="color:#c0c0c0;">4. Pediatria Ambulatorial, coopmed , 4ª edição. Leão, Ennio.</span></h6>
<h6 style="text-align:justify;"><span style="color:#c0c0c0;">5. Bricks LF, Silva CAA. Recomendações de uso de antiinflamatórios não-hormonais em crianças. Pediatria (São Paulo) 2005;27: 181-93.</span></h6>
<h6 style="text-align:justify;"><span style="color:#c0c0c0;">6. Hamerschlak N, Maluf E, Pasquini R, Eluf Neto J, Moreira FR, Cavalcante AB, et al. Incidence of aplastic anemia and agranulocytosis in Latin America. São Paulo Med J</span> <span style="color:#c0c0c0;"> 2005;123:101-4.</span></h6>
<h6 style="text-align:justify;"><span style="color:#c0c0c0;">7. Lucia Ferro Bricks. Tratamento da febre em crianças. Pediatria (São Paulo) 2006;28(3):155-8.</span></h6>
<h6 style="text-align:justify;"><span style="color:#c0c0c0;">8. Wong A, Sibbald A, Ferrero F, Plager M, Santolaya ME, Escobar AM, et al. Antipyretic effects of dipyrone versus  ibuprofen versus acetaminophen in children: results of a multinational, randomized, modified double-blind study. Clin Pediatr (Phila) 2001;40:313-24.</span></h6>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/novapediatria.wordpress.com/150/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/novapediatria.wordpress.com/150/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/novapediatria.wordpress.com/150/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/novapediatria.wordpress.com/150/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/novapediatria.wordpress.com/150/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/novapediatria.wordpress.com/150/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/novapediatria.wordpress.com/150/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/novapediatria.wordpress.com/150/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/novapediatria.wordpress.com/150/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/novapediatria.wordpress.com/150/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/novapediatria.wordpress.com/150/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/novapediatria.wordpress.com/150/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/novapediatria.wordpress.com/150/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/novapediatria.wordpress.com/150/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=novapediatria.wordpress.com&amp;blog=3389612&amp;post=150&amp;subd=novapediatria&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Neném com Febre</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Redobre os cuidados em casa para evitar acidentes com as crianças no Natal</title>
		<link>http://novapediatria.wordpress.com/2010/12/21/redobre-os-cuidados-em-casa-para-evitar-acidentes-com-as-criancas-no-natal/</link>
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		<pubDate>Wed, 22 Dec 2010 02:15:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>J.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Puericultura]]></category>
		<category><![CDATA[acidentes]]></category>
		<category><![CDATA[festas]]></category>
		<category><![CDATA[prevenção]]></category>

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		<description><![CDATA[Especialistas alertam que alguns brinquedos e até mesmo os tradicionais enfeites podem causar problemas como choques, traumas e asfixia. Max Milliano Melo No Brasil morrem, por ano, 5,3 mil crianças, vítimas de acidentes. Outras 137 mil vão parar no hospital devido a quedas, arranhões e traumas, sendo que a maioria desses episódios ocorre dentro de [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=novapediatria.wordpress.com&amp;blog=3389612&amp;post=145&amp;subd=novapediatria&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><em>Especialistas alertam que alguns brinquedos e até mesmo os tradicionais enfeites podem causar problemas como choques, traumas e asfixia.</em></p>
<p style="text-align:center;"><em><a href="http://novapediatria.files.wordpress.com/2010/12/crianca-cozinha.gif"><img class="aligncenter size-medium wp-image-147" src="http://novapediatria.files.wordpress.com/2010/12/crianca-cozinha.gif?w=300&#038;h=300" alt="" width="300" height="300" /></a><br />
</em></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Max Milliano Melo</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><span id="more-145"></span>No Brasil morrem, por ano, 5,3 mil crianças, vítimas de acidentes. Outras 137 mil vão parar no hospital devido a quedas, arranhões e traumas, sendo que a maioria desses episódios ocorre dentro de casa. Os chamados acidentes domésticos são a principal causa evitável de morte de crianças com menos de 13 anos no país. Com a chegada das festas de fim de ano, os presentes e a decoração festiva merecem atenção extra dos pais, pois podem se tornar perigosos para os filhos. Um brinquedo com peças pequenas, um pisca-pisca com o fio exposto ou uma bicicleta usada sem equipamentos de segurança podem transformar o Natal em uma data triste.</p>
<p style="text-align:justify;">O pediatra Aramis Lopes Neto, diretor do Departamento de Segurança da Criança e do Adolescente da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), alerta que o principal risco pode estar justamente na parte preferida das festividades de fim de ano para muitas crianças: os presentes. “Em geral, as crianças acabam recebendo muitos presentes. Se eles não estiverem de acordo com as normas de segurança para cada idade, podem causar sérios problemas”, aponta.</p>
<p style="text-align:justify;">O especialista explica que o perigo de acidentes é potencializado quando a origem do brinquedo não é conhecida. “É importante que os pais evitem comprar brinquedos cuja origem não é conhecida, como em camelôs. Antes de deixar a criança brincar, é importante observar se o produto possui o selo do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial). Esse selo atesta que o brinquedo passou por testes e garante a segurança”, completa o pediatra. “Mesmo que a criança ganhe o objeto de algum parente, é importante que os pais só a deixem brincar depois de observar esses aspectos”, ressalta.</p>
<p style="text-align:justify;">Para a coordenadora de Mobilização da ONG Criança Segura, Jaqueline Magalhães, os riscos que envolvem as festas de fim de ano são diferentes de acordo com a idade. “Para os mais pequenos, de até 3 anos, o perigo maior é de asfixia, já que nessa idade as crianças tendem a colocar tudo o que encontram na boca”, explica. Portanto, nesse período, bolinhas de Natal, pequenos enfeites e brinquedos com peças pequenas devem ser evitados, especialmente por quem tem criança nessa faixa etária.</p>
<p style="text-align:justify;">A partir dos 4 anos, a criança já corre e brinca de maneira mais independente, e, portanto, está mais exposta a quedas. Dos 8 anos em diante, o risco está relacionado a brinquedos mais tecnológicos. “Nessa idade, as crianças já ganham eletrônicos e outros aparelhos que são ligados na tomada. Por isso, cresce o risco de choques e queimaduras”, completa Jaqueline.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Segurança</strong></p>
<p style="text-align:justify;">A solução nesses casos, além de manter a vigilância sobre os filhos, pode ser bastante simples. “Quando der para uma criança esse tipo de presente, é importante dar também equipamentos de segurança”, ensina Jaqueline, da Criança Segura. “Assim, você diminui muito a possibilidade de essas quedas, que são completamente normais e naturais, terem uma consequência grave.”</p>
<p style="text-align:justify;">A atenção com o tipo de brincadeiras dos filhos sempre foi constante para Jorgina Martins, 36 anos, mãe de Artur, 9, e Ingrid, 12. “Quando meus filhos eram pequenos, eu tinha que ficar sempre de olho. Criança é muito curiosa, então, um minuto que se desvia a atenção eles podem aprontar alguma”, afirma. Agora que os filhos estão mais velhos, a atenção mudou de foco, mas não diminuiu. “Eles querem brincar na rua, onde o risco de acidente é grande”, conta a mãe. Sobre o risco nas festas de fim de ano, a mãe tem a sua fórmula: “Só deixo eles brincarem com jogos feitos para a idade deles. Acho que isso, somado à constante atenção no que eles andam fazendo, já é suficiente para mantê-los protegidos”, conclui.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Teste</strong></p>
<p style="text-align:justify;">O pediatra Aramis Lopes Neto indica um teste simples para os pais saberem se os brinquedos dos filhos são pequenos demais: “Basta utilizar como referência um daqueles rolinhos de papelão que vêm no papel higiênico”, ensina o médico. “Ele é mais ou menos do diâmetro da garganta de uma criança. Por isso, se o brinquedo passar por ele, é sinal de que é pequeno demais e pode ser engolido”, afirma. “Caso contrário, o tamanho é seguro. Se não houver nenhum risco de alguma peça se soltar, ele pode ser liberado para os menores”, completa.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Afogamentos</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Para quem vai aproveitar o verão em praias e clubes, um alerta especial. “Em janeiro, aumentam os casos de afogamentos. Portanto, além de ficar de olho, os pais devem manter os filhos sempre com coletes salva-vidas”, explica Jaqueline Magalhães, da ONG Criança Segura. “Isso evita que, caso a criança escape dos olhos dos pais por um minuto, haja risco de um acidente mais grave, já que, com os pequenos, todo cuidado é pouco.”</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>CADA IDADE, UM PERIGO</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Até 4 anos</strong></p>
<ul>
<li style="text-align:justify;">Principais riscos: Nesta fase, a criança tende a colocar na boca tudo o que encontra. Por isso peças pequenas podem causar asfixia. O desenvolvimento do equilíbrio e da força nos braços ainda está começando. Assim, afogamentos em banheiras e baldes também são frequentes</li>
<li style="text-align:justify;">Cuidados: A dica é evitar que a criança permaneça sozinha, especialmente durante os banhos, além de não deixar que ela brinque com objetos pequenos</li>
</ul>
<p style="text-align:justify;"><strong>4 a 8 anos</strong></p>
<ul>
<li style="text-align:justify;">Principais riscos: A curiosidade está cada vez mais intensa, por isso crianças nessa idade sofrem um risco maior de choques e queimaduras causadas por aparelhos eletrônicos. Na cozinha, panelas e materiais de limpeza também representam risco de queimaduras e envenenamentos.</li>
<li style="text-align:justify;">Cuidados: Vale conversar e explicar sobre os perigos. Embalagens em lugares altos e cabos de panelas protegidos também garantem mais segurança</li>
</ul>
<p style="text-align:justify;"><strong>8 a 13 anos</strong></p>
<ul>
<li style="text-align:justify;">Principais riscos: Quedas são o perigo mais eminente. Skates, bicicletas e patins podem custar braços e pernas quebrados. Aparelhos de beleza, como chapinhas e secadores, também podem causar choques e queimaduras</li>
<li style="text-align:justify;">Cuidados: Se der bicicletas, patins ou skate de presente, dê também protetores, como capacete e joelheiras. Acompanhe a criança quando ela for usar equipamentos que funcionam com eletricidade, e oriente-a para nunca utilizá-los com o corpo molhado ou descalça</li>
</ul>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;"><strong>Assessoria de Comunicação da SBP</strong><br />
Tel: 55 21 2256-6856<br />
55 21 2548-1999 r/ 33 e 48<br />
Fax:55 21 2547-3567<br />
imprensa@sbp.com.br</p>
</blockquote>
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	</item>
		<item>
		<title>Futebol provoca aumento de lesões dos ligamentos em meninas, alertam especialistas</title>
		<link>http://novapediatria.wordpress.com/2010/12/09/futebol-provoca-aumento-de-lesoes-dos-ligamentos-em-meninas-alertam-especialistas/</link>
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		<pubDate>Fri, 10 Dec 2010 01:14:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>J.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fisioterapia]]></category>
		<category><![CDATA[Ortopedia]]></category>
		<category><![CDATA[esportes]]></category>
		<category><![CDATA[futebol]]></category>
		<category><![CDATA[joelhos]]></category>
		<category><![CDATA[lesões]]></category>
		<category><![CDATA[meninas]]></category>

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		<description><![CDATA[42º Congresso Brasileiro de Ortopedia e Traumatologia CBOT, 13 e 15 de novembro de 2010 em Brasília. O aumento do número de meninas que optam pelo futebol gerou um verdadeiro desafio para os ortopedistas brasileiros, visto que é crescente a frequência de lesões entre elas, segundo especialistas que participam, neste mês, do 42º Congresso Brasileiro [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=novapediatria.wordpress.com&amp;blog=3389612&amp;post=140&amp;subd=novapediatria&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h6 style="text-align:right;"><span style="color:#c0c0c0;">42º Congresso Brasileiro de Ortopedia e Traumatologia CBOT,</span><br />
<span style="color:#c0c0c0;">13 e 15 de novembro de 2010 em Brasília.</span></h6>
<p style="text-align:justify;">O aumento do número de meninas que optam pelo futebol gerou um verdadeiro desafio para os ortopedistas brasileiros, visto que é crescente a frequência de lesões entre elas, segundo especialistas que participam, neste mês, do 42º Congresso Brasileiro de Ortopedia e Traumatologia, em Brasília. De acordo com o ortopedista Gilberto Camanho, da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, há uma preocupação muito grande principalmente com o aumento das lesões de ligamento do joelho das meninas entre oito e dez anos.</p>
<p style="text-align:justify;"><img class="size-full wp-image-141 alignleft" title="Soccer Girl" src="http://novapediatria.files.wordpress.com/2010/12/soccer-girl.jpg?w=500" alt=""   />Muito comum entre os jogadores de futebol &#8211; tanto que não se passa uma rodada do Campeonato Brasileiro sem que algum seja afastado por lesões ligamentares -, o problema cresce entre as meninas, segundo os especialistas, porque funcionalmente o joelho da mulher é mais sensível à lesão do que o joelho masculino. Além disso, as meninas têm começado cada vez mais cedo nesse esporte, agravando ainda mais o problema.</p>
<p>“Quando o esporte, e principalmente o futebol, leva ao rompimento (do ligamento), a solução é sempre cirúrgica. E, como o tendão não pode ser suturado, temos que fazer um enxerto, daí o problema, pois o enxerto não cresce e o paciente está em idade de crescimento”, destacou o especialista. “A menina poderá crescer mais uns 60 centímetros, mas o ligamento continuará do mesmo tamanho”, alerta o ortopedista.</p>
<p>O especialista conta que os cirurgiões têm feito a substituição do tendão, o que, na maioria dos casos, soluciona o problema em curto prazo; entretanto, as reconstruções e reposições podem gerar sérios problemas na fase adulta. Segundo ele, na maioria dos casos, a garota se recupera adequadamente, mas é preciso ser observada sua evolução em longo prazo e, em alguns casos, o tratamento não tem se demonstrado eficiente.</p>
<p>Por isso, segundo os especialistas, a prevenção é sempre o melhor caminho. Se uma menina quer começar a treinar, a recomendação é que seja examinada previamente por um ortopedista que, dependendo dos sinais da constituição física e de uma avaliação que tem alguma complexidade, poderá definir se ela é suscetível a esse tipo de problema. E a solução seria, então, um treinamento específico para reforçar os músculos da região, e, em casos extremos, o conselho de que opte por outra prática esportiva.</p>
<p><strong><a href="http://www.sbp.com.br/sbpciencia//show_item.cfm?id_categoria=20&amp;id_detalhe=100042&amp;tipo_detalhe=s" target="_blank">Fonte</a>:</strong> <em>4 Press Assessoria de Imprensa/42º Congresso Brasileiro de Ortopedia e Traumatologia.</em></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/novapediatria.wordpress.com/140/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/novapediatria.wordpress.com/140/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/novapediatria.wordpress.com/140/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/novapediatria.wordpress.com/140/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/novapediatria.wordpress.com/140/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/novapediatria.wordpress.com/140/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/novapediatria.wordpress.com/140/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/novapediatria.wordpress.com/140/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/novapediatria.wordpress.com/140/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/novapediatria.wordpress.com/140/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/novapediatria.wordpress.com/140/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/novapediatria.wordpress.com/140/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/novapediatria.wordpress.com/140/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/novapediatria.wordpress.com/140/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=novapediatria.wordpress.com&amp;blog=3389612&amp;post=140&amp;subd=novapediatria&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		</media:content>

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			<media:title type="html">Soccer Girl</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Videogame pode ser usado na reabilitação de crianças, segundo especialista</title>
		<link>http://novapediatria.wordpress.com/2010/10/30/videogame-pode-ser-usado-na-reabilitacao-de-criancas-segundo-especialista/</link>
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		<pubDate>Sun, 31 Oct 2010 00:00:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>J.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fisioterapia]]></category>
		<category><![CDATA[wii]]></category>
		<category><![CDATA[Wiireabilitação]]></category>

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		<description><![CDATA[III Congresso Internacional de Especialidades Pediátricas 28 e 31 de agosto de 2010 &#8211; (Curitiba &#8211; PR) Benefícios para a coordenação motora, o equilíbrio e o condicionamento cardiorrespiratório são alguns dos resultados obtidos com a Wiireabilitação, fisioterapia que utiliza o console de videogame Wii da Nintendo. A inovadora terapia &#8211; utilizada principalmente no tratamento de [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=novapediatria.wordpress.com&amp;blog=3389612&amp;post=135&amp;subd=novapediatria&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<h6 style="text-align:right;">III Congresso  Internacional de Especialidades Pediátricas<br />
28 e 31 de  agosto de 2010 &#8211; (Curitiba &#8211; PR)</h6>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://novapediatria.files.wordpress.com/2010/10/videogame.jpg"></a><a href="http://novapediatria.files.wordpress.com/2010/10/wii.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-137" src="http://novapediatria.files.wordpress.com/2010/10/wii.jpg?w=298&#038;h=300" alt="" width="298" height="300" /></a><br />
Benefícios para a coordenação motora, o  equilíbrio e  o condicionamento cardiorrespiratório são alguns dos resultados   obtidos com a Wiireabilitação, fisioterapia que utiliza o console de  videogame  Wii da Nintendo. A inovadora terapia &#8211; utilizada  principalmente no tratamento  de crianças com paralisia cerebral,  síndrome de Down e problemas de postura &#8211;  foi apresentada pela  fisioterapeuta Fabiana Wachholz durante o III Congresso Internacional   de Especialidades Pediátricas, realizado entre os dias 28 e 31 de agosto  em  Curitiba.<span id="more-135"></span></p>
<p style="text-align:justify;">Lançado em 2006, o videogame se difere dos  outros  pelo seu sistema: capaz de detectar o movimento em três dimensões, por   meio de um controle com sensor. Assim, o movimento que a pessoa faz é o  mesmo  que aparece na tela. E os jogos variam de esportes como o tênis, o  boxe e o  arco e flecha, até os mais lúdicos, com personagens clássicos  dos games como  Mário Bros e Sonic.</p>
<p style="text-align:justify;">De acordo com a fisioterapeuta, a Wiireabilitação  é  uma ferramenta a mais no processo normal de reabilitação, e tem  vantagens em  relação à adesão do paciente. “O ritmo maçante da  fisioterapia normal fazia com  que houvesse o risco de a criança não  querer mais frequentar a terapia”. Na  nova terapia, o Wii é utilizado  nos últimos 15 ou 20 minutos da sessão, com a  criança fazendo os  exercícios normais de fisioterapia, esperando para jogar o  videogame no  fim. “Para quem trabalha com crianças com doenças crônicas, um   benefício importantíssimo é a adesão do paciente ao tratamento”, explica  a  especialista.</p>
<p style="text-align:justify;">Fabiana Wachholz destaca que crianças e  adolescentes  que possuem paralisia cerebral, síndrome de Down, problemas com a   postura, obesidade, dentre outros problemas, podem ser beneficiados pela   terapia. A Wiireabilitação trabalharia aspectos como a coordenação  motora, o  equilíbrio, o alongamento e o condicionamento  cardiorrespiratório, além de  melhorar a concentração e estimular a  atividade cerebral.</p>
<p style="text-align:justify;">Entretanto, a especialista ressalta que é  preciso  tomar precauções para que não haja acidentes. “Eu não vou colocar a   Wiireabilitação próximo de um degrau ou de uma escada. É preciso deixar a   criança a uma distância apropriada da tela, porque ela pode bater com o   controle, quebrar a televisão e se machucar. Também ver se o controle  está bem  preso, pois com a empolgação a criança pode largar o  controle”, ressalta a  fisioterapeuta.</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;"><strong><a href="http://www.sbp.com.br/sbpciencia//show_item.cfm?id_categoria=20&amp;id_detalhe=100028&amp;tipo_detalhe=s" target="_blank">Fonte</a>: Lead Comunicação. Press release. 30 de  agosto de 2010.</strong></span></p>
</div>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/novapediatria.wordpress.com/135/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/novapediatria.wordpress.com/135/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/novapediatria.wordpress.com/135/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/novapediatria.wordpress.com/135/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/novapediatria.wordpress.com/135/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/novapediatria.wordpress.com/135/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/novapediatria.wordpress.com/135/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/novapediatria.wordpress.com/135/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/novapediatria.wordpress.com/135/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/novapediatria.wordpress.com/135/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/novapediatria.wordpress.com/135/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/novapediatria.wordpress.com/135/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/novapediatria.wordpress.com/135/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/novapediatria.wordpress.com/135/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=novapediatria.wordpress.com&amp;blog=3389612&amp;post=135&amp;subd=novapediatria&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">J.</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>Reflexo Vermelho &#8211; Teste do Olhinho</title>
		<link>http://novapediatria.wordpress.com/2010/10/30/reflexo-vermelho-teste-do-olhinho/</link>
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		<pubDate>Sat, 30 Oct 2010 23:32:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>J.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Oftalmologia]]></category>
		<category><![CDATA[Puericultura]]></category>
		<category><![CDATA[exames]]></category>

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		<description><![CDATA[Nicole Oliveira Mota Gianini1 Introdução: A cegueira infantil é a segunda causa mais importante de perda de visão. A sua importância é maior se levarmos em conta o índice anos/cegueira (número de cegos x expectativa de vida). Há uma estimativa de que haja no mundo cerca de 1.5 milhão de crianças cegas. A preocupação com [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=novapediatria.wordpress.com&amp;blog=3389612&amp;post=131&amp;subd=novapediatria&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><em>Nicole Oliveira Mota Gianini<sup>1</sup></em></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Introdução</strong>:</p>
<p style="text-align:justify;">A cegueira  infantil é a segunda causa mais importante de perda de  visão. A sua importância  é maior se levarmos em conta o índice  anos/cegueira (número de cegos x  expectativa de vida). Há uma  estimativa de que haja no mundo cerca de 1.5  milhão de crianças cegas. A  preocupação com a cegueira infantil, assim deve  mobilizar a todos, em  especial, o pediatra por  estar envolvido nas estratégias que possam  modificar esse panorama.  Em vários países do mundo a preocupação com a cegueira  infantil fez com  que a detecção da catarata congênita ocupe um lugar de  destaque entre  causas de baixa e perda de visão  infantil de causa evitável.<span id="more-131"></span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Reflexo  vermelho</strong>:</p>
<p style="text-align:justify;">O “reflexo do olhinho” é, na  realidade, o reflexo vermelho (ou teste  do reflexo de Bruckner), que vem sendo  assim chamado para fazer uma  analogia com o “teste do pezinho” e o “teste da  orelhinha”.Todos com  lógica semelhante – rastreamento da patologia, antes que  apresente  clínica, com a finalidade de permitir uma intervenção oportuna evitando   ou minimizando os efeitos da evolução natural do agravo.</p>
<p style="text-align:justify;">Como recomenda a Academia Americana  de Pediatria em  sua publicação de 2002, e atualizada em 20081, não é  apenas o reflexo  vermelho que deve ser realizado. Todo pediatra deve fazer a  avaliação  da criança do nascimento até os três anos com exame oftalmológico:   história ocular, avaliação visual, inspeção externa do olho e pálpebra,   avaliação da motilidade ocular, exame da pupila e reflexo vermelho.<sup>1,</sup><sup>2</sup> No Brasil a recomendação  também é esta – é fundamental que o pediatra seja orientado a incorporar o  exame oftalmológico<sup>3</sup> ao seu exame de rotina do recém-nascido, que  “olhe o olho” como avalia  deformidades físicas, descreve lesões de pele ou  realiza a manobra de   Ortolani.4Definição/ técnica.</p>
<p style="text-align:justify;">O reflexo vermelho é o exame de  rastreamento (<em>screening</em>)  para anormalidades oculares , desde a córnea  até o segmento posterior.  Qualquer opacidade dos meios transparentes poderá ser  detectada por  esse exame.. Deve ser feito em sala escurecida com oftalmoscópio  ou  retinoscópio seguro próximo ao olho do examinador e aproximadamente a um   braço de distância do olho da criança. É considerado normal quando os  dois  olhos apresentam um reflexo vermelho brilhante. Pontos pretos,  assimetria ou a  presença de reflexo branco (leucocoria) demandam uma  avaliação mais cuidadosa –  realizada pelo oftalmologista. <sup>1</sup></p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://novapediatria.files.wordpress.com/2010/10/olhinho.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-132" src="http://novapediatria.files.wordpress.com/2010/10/olhinho.jpg?w=500" alt=""   /></a><br />
<strong>Importância </strong></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#3366ff;"><strong>Catarata</strong></span> é qualquer opacificação do  cristalino e pode afetar  significativamente a função visual. O termo catarata  congênita  refere-se a opacidades presentes ao nascimento. Contudo, a  opacificação  pode surgir durante o primeiro ano de vida. Cerca de 25% das  cataratas  infantis são hereditárias, especialmente as bilaterais. Assim sendo,   ao examinar uma criança com catarata devemos, também, investigar os  familiares.</p>
<p style="text-align:justify;">A forma mais freqüente de herança é a autossômica  dominante, com expressividade  variável, mas em geral com penetrância  completa. Outras causas possíveis de  catarata infantil são as doenças  metabólicas (galactosemia, por exemplo),  infecções congênitas  (rubéola), mal formação ocular, síndromes genéticas,  medicamentos,  radiação e idiopáticas.<sup>3,</sup><sup>5</sup></p>
<p style="text-align:justify;">Além da importância para garantir um bom  desenvolvimento e para o  diagnóstico de catarata congênita, o reflexo  vermelho também permite rastrear  doenças oculares graves, como o  retinoblastoma, glaucoma congênito, entre  outras.<sup>6</sup></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Implantação da rotina de exame</strong></p>
<p style="text-align:justify;">A avaliação do reflexo vermelho é uma recomendação  da  Sociedade Brasileira de Pediatria e da Sociedade Brasileira de  Oftalmologia  Pediátrica ,  uma política de saúde da  Academia Americana  de Pediatria, em conjunto com a Academia Americana de  Oftalmologia e  Associação Americana de Oftalmologia Pediátrica e Estrabismo e  lei  municipal em várias cidades do Brasil. <sup>1,6</sup><strong> </strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Outras estratégias em prevenção de  cegueira </strong></p>
<p style="text-align:justify;">A Sociedade  Brasileira de Pediatria (SBP) e suas  filiadas vêm se debruçando sobre as  questões da cegueira infantil. Além  do reflexo vermelho há um grupo de trabalho  com participação da  Sociedade de Oftalmologia Pediátrica e SBP, se dedicando à  prevenção da  cegueira por retinopatia da prematuridade.<sup>7,</sup><sup>8</sup><sup>,9,</sup><sup>10,</sup><sup>11</sup></p>
<p style="text-align:justify;">Um passeio pelos <em>sites</em> evidencia inúmeras  estratégias para informar e  alertar o pediatra sobre a importância do  exame ocular, incluindo o reflexo  vermelho, como parte do exame físico  de rotina da criança.<sup>7,</sup><sup>8</sup><sup>,</sup><sup>9</sup></p>
<p style="text-align:justify;">O pediatra, que tem como objetivo principal  garantir  o crescimento e o desenvolvimento de uma criança, não pode deixar de   se preocupar com a visão.   Como em todos os  itens de exame físico completo: aferição da pressão  arterial, realização de  todos os reflexos tendinosos, exame neurológico  detalhado (marcha, equilibrio  etc) não há uma orientação &#8220;formal&#8221; de  quando um exame  &#8220;completo&#8221; deve ser realizado.</p>
<p style="text-align:justify;">O mesmo ocorre com o reflexo vermelho  &#8211; a literatura  não recomenda uma periodicidade específica, apenas faz  referência que o  exame do olho (não apenas o reflexo vermelho) &#8211; como  mobilidade,  pupilas etc &#8211; faz parte do exame físico.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>O Grupo de Trabalho de  Prevenção da Cegueira da SBP – composto por  pediatras e oftalmologistas, sugere o seguinte: </strong></p>
<ol>
<li>Antes da alta  da maternidade.</li>
<li>Na primeira  consulta de puericultura (há ocasiões em que o  pediatra que fez a sala de parto  não será o pediatra que fará a  puericultura).Dois meses de  vida (até os três meses é o melhor período para a cirurgia de catarata).</li>
<li>Com 6,9 e 12  meses de vida.</li>
<li>Após 1 ano:  duas vezes por ano.</li>
<li>Não perder  oportunidades: caso atenda alguma criança que não  acompanha rotineiramente &#8211;  fazer o exame &#8211; pode ser determinante para o  prognóstico.</li>
</ol>
<h6 style="text-align:justify;"><span style="color:#c0c0c0;"><strong>Referências bibliográficas:</strong></span></h6>
<ol style="text-align:justify;" type="1">
<li>
<h6><span style="color:#c0c0c0;">American Academy       of Pediatrics – Section on Ophthalmology,  American Association for       Pediatric Ophthalmology and Strabismus,  American Academy       of Ophthalmology, American Association of  Certified Orthopists. Policy       Staement. Red Reflex        Examination in Neonates, Infants, and Children. <em>Pediatrics </em>2008; 122(6):1401-1404. ERRATA: <em>Pediatrics </em>2009; 123(4): 1254.</span></h6>
</li>
<li>
<h6><span style="color:#c0c0c0;">Committee       on Practice and Ambulatory Medicine of American  Academy of Pediatrics,       Section on Ophthalmology of American  Academy of Pediatrics, American Association       of Certified  Orthopists, American Association for Pediatric Ophthalmology       and  Strabismus and American Academy of Ophthalmology. Eye Examination in  Infants, Children,       and Young Adults by Pediatricians.<em>Pediatrics </em>2003;111(4): 902-907 </span></h6>
</li>
<li>
<h6><span style="color:#c0c0c0;">Gianini, NOM       &amp; Lanzelotte VMR. Avaliação Oftalmológica do       Recém-nascido ao Adolescente. In: <em>Diagnóstico       em Pediatria. Silva, LR.. Editora Guanabara Koogan S.A. Rio de       Janeiro. 2009; pp. 475-485.</em> </span></h6>
</li>
<li>
<h6><span style="color:#c0c0c0;">Graziano RM.       Exame Oftalmológico do Recém-Nascido no Berçário: uma rotina necessária. <em>Jornal       de Pediatria </em>2002; 78(3): 187-8.</span></h6>
</li>
<li>
<h6><span style="color:#c0c0c0;">Isenberg       SJ. Eye Disorders. In: <em>Neonatology: Pathophysioloagy &amp; Management       of the Newborn. </em>Avery GB, Fletcher MA &amp; MacDonald MG. Fifth       Edition. Philadelphia.       1999;pp. 1285-13000.</span></h6>
</li>
</ol>
<ol style="text-align:justify;">
<li>
<h6><span style="color:#c0c0c0;">Lanzelotte VMR. Implantação do  Exame do Reflexo Vermelho nas  Maternidades da Secretaria Municipal de Saúde do  Rio de Janeiro.  Monografia (especialização) – Pontifícia Universidade Católica  do Rio  de Janeiro, Centro de Ciências Biológicas e de Medicina. 2005; pp. 51.</span></h6>
</li>
<li>
<h6><span style="color:#c0c0c0;">Sociedade Brasileira de Pediatra. Grupo de  trabalho de prevenção da cegueira infantil.</span></h6>
</li>
<li>
<h6><span style="color:#c0c0c0;"> Sociedade  de Pediatria do Rio de Janeiro. </span></h6>
</li>
<li>
<h6><span style="color:#c0c0c0;">Sociedade de Pediatria de São Paulo.</span></h6>
</li>
<li>
<h6><span style="color:#c0c0c0;">Sociedade Braisleira de Oftalmologia Pediátrica </span></h6>
</li>
<li>
<h6><span style="color:#c0c0c0;">Gianini, NOM. Neonatologia: Triagem Visual. In: <em>Tratado de Pediatria</em>. Sociedade  Brasileira de Pediatria. Lopez, FA &amp; Campos Jr, D. Segunda edição. Barueri  – SP. 2010; pp.1559-1563.</span></h6>
</li>
</ol>
<h6 style="text-align:justify;"><span style="color:#c0c0c0;"><sup>1</sup>Doutora em Saúde da Criança – IFF &#8211; FIOCRUZ</span><br />
<span style="color:#c0c0c0;"> Diretora  de Clínica do CETRIN</span><br />
<span style="color:#c0c0c0;"> Coordenadora  da Câmara Técnica de Neonatologia da SMSDC-RJ</span><br />
<span style="color:#c0c0c0;"> Coordenadora do Grupo de Trabalho de Prevenção de  Cegueira Infantil da SBP</span><br />
<span style="color:#c0c0c0;"> Membro do  Comitê de Neonatologia e Nutrição da SOPERJ</span></h6>
<p><span style="color:#c0c0c0;"><strong>* Subtraído <a href="http://www.sbp.com.br/sbpciencia/show_item.cfm?id_categoria=8&amp;id_detalhe=729&amp;tipo=D" target="_blank">daqui</a>.</strong><br />
</span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/novapediatria.wordpress.com/131/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/novapediatria.wordpress.com/131/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/novapediatria.wordpress.com/131/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/novapediatria.wordpress.com/131/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/novapediatria.wordpress.com/131/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/novapediatria.wordpress.com/131/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/novapediatria.wordpress.com/131/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/novapediatria.wordpress.com/131/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/novapediatria.wordpress.com/131/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/novapediatria.wordpress.com/131/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/novapediatria.wordpress.com/131/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/novapediatria.wordpress.com/131/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/novapediatria.wordpress.com/131/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/novapediatria.wordpress.com/131/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=novapediatria.wordpress.com&amp;blog=3389612&amp;post=131&amp;subd=novapediatria&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">J.</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://novapediatria.files.wordpress.com/2010/10/olhinho.jpg" medium="image" />
	</item>
		<item>
		<title>Erro alimentar nos primeiros meses de vida e sua associação com asma e atopia em pré-escolares</title>
		<link>http://novapediatria.wordpress.com/2010/10/21/erro-alimentar-asma/</link>
		<comments>http://novapediatria.wordpress.com/2010/10/21/erro-alimentar-asma/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 21 Oct 2010 13:57:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>J.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Imunologia]]></category>
		<category><![CDATA[Nutrição]]></category>
		<category><![CDATA[Pneumologia]]></category>
		<category><![CDATA[Puericultura]]></category>
		<category><![CDATA[asma]]></category>
		<category><![CDATA[atopia]]></category>
		<category><![CDATA[primeiros meses]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://novapediatria.wordpress.com/?p=124</guid>
		<description><![CDATA[doi:10.2223/JPED.2031 Simone Z. StrassburgerI; Márcia R. VitoloII; Gisele A. BortoliniIII; Paulo M. PitrezIV; Marcus H. JonesIV; Renato T. SteinIV IMestre. Programa de Pós-Graduação em Medicina/Pediatria e Saúde da Criança, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), Porto Alegre, RS. IIDoutora. Professora adjunta, Departamento de Saúde Coletiva, Universidade Federal de Ciências da Saúde de [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=novapediatria.wordpress.com&amp;blog=3389612&amp;post=124&amp;subd=novapediatria&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h6><img class="alignright" src="http://novapediatria.files.wordpress.com/2010/10/bb-aerosol.jpg?w=252&#038;h=300" alt="" width="252" height="300" /><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;color:#c0c0c0;">doi:10.2223/JPED.2031</span></h6>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#c0c0c0;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"><strong>Simone Z. Strassburger<sup>I</sup>; </strong></span> <span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"><strong>Márcia R. Vitolo<sup>II</sup>; </strong></span> <span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"><strong>Gisele A. Bortolini<sup>III</sup>; </strong></span> <span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"><strong>Paulo M. Pitrez<sup>IV</sup>; </strong></span> <span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"><strong>Marcus H. Jones<sup>IV</sup>; </strong></span> <span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"><strong>Renato T. Stein<sup>IV</sup> </strong></span> </span></p>
<h6><span style="color:#c0c0c0;"> <span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"><sup>I</sup>Mestre. Programa de Pós-Graduação    em Medicina/Pediatria e Saúde da Criança, Pontifícia Universidade    Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), Porto Alegre, RS.<br />
</span> <span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"><sup>II</sup>Doutora. Professora adjunta,    Departamento de Saúde Coletiva, Universidade Federal de Ciências    da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), Porto Alegre, RS.<br />
</span> <span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"><sup>III</sup>Mestre. Programa de Pós-Graduação    em Ciências Médicas, UFCSPA, Porto Alegre, RS.<br />
</span> <span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"><sup>IV</sup>Doutor. Professor adjunto,    Departamento de Pediatria, Faculdade de Medicina (FAMED), PUCRS, Porto Alegre,    RS.</span></span></h6>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#c0c0c0;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"><span id="more-124"></span></span></span></p>
<p><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"><strong>RESUMO</strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"> <strong>Objetivo: </strong> Avaliar o impacto de amamentação exclusiva e a  introdução de leite de vaca no primeiro ano de vida no diagnóstico de  asma, sibilância e atopia em crianças entre 3 e 4 anos de vida.<br />
<strong>Métodos: </strong> Estudo de coorte aninhado a ensaio de campo randomizado  que investigou a efetividade de orientações nutricionais no primeiro  ano de vida de crianças, na cidade de São Leopoldo, RS. As crianças  acompanhadas em relação a sua dieta no primeiro ano de vida, nesse  estudo primário, foram revisitadas três anos mais tarde. Seus pais  responderam, então, a um questionário relacionado a problemas  respiratórios em seus domicílios, aplicado por entrevistadores  treinados. As crianças também realizaram testes cutâneos para avaliar a  resposta a alérgenos ambientais comuns.<br />
<strong>Resultados: </strong>Do total de 397 crianças acompanhadas no primeiro  ano de vida, 354 foram reavaliadas entre 3 e 4 anos de idade. A  prevalência de sibilos, avaliada no período referente aos 12 meses  prévios ao questionário, foi 21,3%, a de asma, 5,5% e a de atopia,  28,7%. Crianças que consumiram leite de vaca antes de 4 meses de vida  tinham chance significativamente maior de apresentar asma entre 3 e 4  anos (OR 3,22; IC95%: 1,05-9,80). Aleitamento exclusivo por período  menor de 6 meses foi marginalmente associado à atopia.<br />
<strong>Conclusões: </strong> A introdução precoce do leite de vaca mostrou-se  importante fator de risco para o desencadeamento de sintomas da asma aos  4 anos de idade. Aleitamento materno por período superior a 6 meses  está também potencialmente associado à proteção no desenvolvimento de  atopia. Os resultados deste estudo sugerem haver um potencial de  intervenção para diminuir o impacto da asma através de intervenções na  dieta no primeiro ano de vida.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"><em>J Pediatr (Rio J). 2010;86(5):391-399: </em> Aleitamento materno, leite de vaca, asma, dieta, criança.</span></p>
<hr size="1" noshade="noshade" />
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"><strong>ABSTRACT</strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"><strong>Objective: </strong>To evaluate the  impact of exclusive breastfeeding and introduction of cow’s milk in the  first year of life on the diagnosis of asthma, wheezing, and atopy in  children aged 3 to 4 years.<br />
<strong>Methods: </strong>This is a cohort study nested in a randomized field  trial investigating the effectiveness of dietary guidelines during the  first year of life of children in the city of São Leopoldo, southern  Brazil. Children who had their diet monitored during the first year of  life, in a primary study, were revisited three years later, when their  parents answered a questionnaire related to respiratory problems,  applied during home visits by trained interviewers. Children were also  skin-prick tested to assess responses to common environmental allergens.<br />
<strong>Results: </strong>Of the 397 children followed during the first year of  life, 354 were reassessed between 3 and 4 years of age. Prevalence of  wheezing, evaluated for the 12 months prior to questionnaires, was  21.3%, while prevalence of asthma and atopy was 5.5 and 28.7%,  respectively. Children fed cow’s milk previous to being four months of  life were significantly more likely to have asthma between three and  four years of age (OR 3.22; 95%CI 1.05-9.80). In the same line,  exclusive breastfeeding for a period shorter than six months was  marginally associated with atopy.<br />
<strong>Conclusions: </strong>The early introduction of cow’s milk was an  important risk factor for triggering asthma/wheeze symptoms at the age  of 4 years. Exclusive breastfeeding for longer than six months was also  potentially associated with protection against the development of atopy.  The results of this study suggest that dietary interventions during the  first year of life have the potential to reduce the impact of asthma,  and possibly, atopy.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"><em>J Pediatr (Rio J). 2010;86(5):391-399: </em> Breastfeeding, cow’s milk, asthma, diet, child.</span></p>
<hr size="1" noshade="noshade" />
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"> </span><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;font-size:small;"><strong>Introdução</strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">A  asma é a doença crônica mais comum na primeira década de vida, sendo  responsável pela grande frequência de sintomas respiratórios nessa  idade. Vários estudos que utilizaram a base metodológica do projeto  ISAAC (International Study of Asthma and Allergies in Childhood)  mostraram a alta prevalência de asma e doenças alérgicas em crianças e  têm servido de padrão para estudos epidemiológicos em várias comunidades  no mundo inteiro<sup><a href="http://www.jped.com.br/conteudo/10-86-05-391/port.asp?cod=2122#1">1-3</a></sup>.  Mesmo não tendo sido desenhado para o estudo de prevalência de sintomas  e doenças respiratórios em pré-escolares, o questionário ISAAC tem sido  utilizado largamente na avaliação de pré-escolares<sup><a href="http://www.jped.com.br/conteudo/10-86-05-391/port.asp?cod=2122#1">4</a></sup>. No Brasil, os estudos também demonstram um grande impacto de asma em populações urbanas<sup><a href="http://www.jped.com.br/conteudo/10-86-05-391/port.asp?cod=2122#1">5</a></sup>.  Uma série de fatores de risco tem sido elencada a essa alta frequência  de asma ou sintomas de asma nas populações afetadas. Nas últimas duas  décadas, observou-se crescente interesse em elucidar os mecanismos  fisiopatológicos da doença, bem como seus principais fatores de risco.  Recentemente, o papel da dieta, mais especialmente a alimentação durante  o primeiro ano de vida, tem sido implicada no desenvolvimento de asma.  Alguns desses estudos relataram que a amamentação exclusiva por 4 meses  diminuiu o risco de asma aos 4 e 6 anos<sup><a href="http://www.jped.com.br/conteudo/10-86-05-391/port.asp?cod=2122#1">6-8</a></sup>.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">Halken<sup><a href="http://www.jped.com.br/conteudo/10-86-05-391/port.asp?cod=2122#1">9</a></sup> revisou publicações que pesquisaram a associação da alimentação com  asma e alergias. As conclusões dessa revisão e de outros estudos sugerem  que o maior tempo de aleitamento materno exclusivo e/ou a introdução  tardia da alimentação complementar têm sido associados a variáveis como:  menor frequência de alergia à proteína do leite de vaca, dermatite  atópica, sibilância e asma em idades tardias, especialmente entre  crianças com história familiar de atopia. Há várias controvérsias nesse  tópico, incluindo-se aí estudos que sugerem que a amamentação natural  por mães asmáticas poderia aumentar o risco de asma mais tarde na vida,  inclusive com diminuição de fluxos pulmonares expiratórios<sup><a href="http://www.jped.com.br/conteudo/10-86-05-391/port.asp?cod=2122#1">10,11</a></sup>.  A introdução precoce do leite de vaca tem também sido associada a  doenças alérgicas, perdas sanguíneas fecais e deficiência de ferro<sup><a href="http://www.jped.com.br/conteudo/10-86-05-391/port.asp?cod=2122#1">12-14</a></sup>.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">Os estudos até hoje publicados,  discutindo o impacto da dieta em doenças respiratórias, são baseados  principalmente em dados recordatórios. No presente estudo, utilizamos as  informações obtidas no acompanhamento prospectivo e detalhado da dieta  no primeiro ano de vida, em crianças de baixa renda da região  metropolitana de Porto Alegre (RS), para avaliar desfechos respiratórios  e marcadores de alergia entre as idades de 3 e 4 anos<sup><a href="http://www.jped.com.br/conteudo/10-86-05-391/port.asp?cod=2122#1">15</a></sup>.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;font-size:small;"><strong>Metodologia</strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"><strong><em>População e desenho do estudo</em></strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">Estudo de coorte aninhado a ensaio de  campo randomizado que investigou a efetividade de orientações  nutricionais no primeiro ano de vida, preconizadas pelo Ministério da  Saúde (2002) na cidade de São Leopoldo (RS). Essas orientações reforçam a  importância da amamentação exclusiva até os 6 meses de idade. Essa  metodologia e os dados referentes à intervenção de educação nutricional  estão detalhados em publicação prévia de Vitolo et al.<sup><a href="http://www.jped.com.br/conteudo/10-86-05-391/port.asp?cod=2122#1">15</a></sup> Conforme esse estudo, um grupo recebeu orientação sobre as vantagens da  amamentação exclusiva, informação esta que não era disponibilizada de  maneira formal para o grupo controle. As crianças que participaram do  estudo foram recrutadas ao nascimento no Hospital Centenário, da cidade  de São Leopoldo, região metropolitana de Porto Alegre, que atende pelo  Sistema Único de Saúde (SUS).</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">Na primeira fase do estudo, entre  outubro de 2001 e junho de 2002, estudantes de nutrição compareciam às  enfermarias da maternidade todos os dias da semana para identificar os  recém-nascidos elegíveis para o estudo: peso de nascimento maior de  2.500 g e idade gestacional maior que 37 semanas. Os critérios de  exclusão foram: mães HIV positivas, mal-formações congênitas,  recém-nascidos encaminhados à unidade de terapia intensiva e parto  múltiplo. As mães dos recém-nascidos que preenchiam os requisitos foram  informadas sobre o estudo e convidadas a participar. Dos recém-nascidos  elegíveis para o estudo, 90% das mães aceitaram participar.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"><br />
<strong><em>Variáveis gerais e nutricionais</em></strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">As variáveis utilizadas neste estudo  foram coletadas por meio de visitas domiciliares, feitas por estudantes  de graduação previamente treinados, nas idades de 6 meses, 12 meses e  novamente entre 3 e 4 anos. Aos 6 meses, foram registradas variáveis que  auxiliaram na composição do perfil da população estudada: escolaridade  materna, renda familiar mensal, aleitamento materno exclusivo (definido  como o uso de aleitamento materno como único alimento oferecido à  criança, sem oferta de chá e água ou qualquer outro alimento), idade da  criança no momento da introdução da fruta ou suco de fruta <em>in natura</em>,  papa salgada, leite de vaca. Aos 12 meses, revisou-se a introdução dos  alimentos estudados no período dos 6 aos 12 meses e analisou-se a  exposição ao fumo materno ou de outro familiar no primeiro ano de vida.  As variáveis utilizadas no estudo atual foram a do tempo de aleitamento  materno (com variáveis dicotômicas aos 4 ou 6 meses de idade),  introdução de leite de vaca, introdução de suco ou fruta e papa salgada  (todas essas com ponto de corte aos 4 meses de idade).</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"><br />
<strong><em>Avaliação de sibilos e asma brônquica</em></strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">Na idade entre 3 e 4 anos, aplicou-se  questionário para avaliação de sintomas respiratórios e asma. Para  investigação dos problemas respiratórios, foi utilizado um questionário  validado para o Brasil para crianças entre 7 e 9 anos de idade, baseado  no material usado pelo estudo ISAAC. Nesse questionário, os pais  responderam a perguntas específicas relacionadas a doenças  respiratórias. Sibilância era definida pela pergunta: “Seu filho(a)  apresentou chiado (tipo miado de gato) nos últimos 12 meses?”. Asma foi  definida como a combinação positiva da pergunta anterior e a pergunta:  “Seu filho(a) teve asma alguma vez na vida?”. Informações relativas ao  meio-ambiente em que vivem as crianças, sua história médica pregressa e  história familiar de doenças, além de dados demográficos, foram  coletados nos domicílios das crianças por entrevistadores treinados.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"><br />
<strong><em>Avaliação de atopia</em></strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">Para a avaliação de atopia nas crianças  em nível ambulatorial, foram realizados testes cutâneos para alérgenos  ambientais comuns ao nosso meio-ambiente (pelo de gato, pólen, mistura  de árvores, e ácaros – <em>Dermatophagoides pteronissinus, Dermatophagoides farinae</em>).  Os testes foram realizados por um técnico que teve seu procedimento  validado por testagem prévia. As lancetas, os extratos e as soluções de  controle foram fornecidos pelo laboratório ALK-Abello (Espanha). Como há  influência do ciclo circadiano na reação cutânea aos alérgenos e à  histamina, todos os exames foram realizados no período da manhã.</span></p>
<p>A  medida da reação era feita através da soma do maior diâmetro horizontal  da pápula com seu maior diâmetro vertical, dividido por dois, menos o  valor do controle negativo; se maior ou igual a 3 mm, o teste era  considerado positivo. O paciente era considerado atópico se apresentasse  ao menos um teste positivo aos alérgenos testados.</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"><br />
<strong><em>Análises estatísticas</em></strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">Para a análise estatística dos dados,  utilizou-se o programa Statistical Package for the Social Sciences  (SPSS) versão 13.0. Em função do presente estudo ser derivado de um  ensaio de campo randomizado sobre a efetividade de um programa de  nutrição em outros desfechos, foi feita a comparação da prevalência de  sibilos, asma e atopia entre os grupos que participaram do estudo  inicial<sup><a href="http://www.jped.com.br/conteudo/10-86-05-391/port.asp?cod=2122#1">15</a></sup> para assumir a hipótese de que a intervenção não alterou a prevalência  dos desfechos avaliados. As prevalências não apresentaram diferenças  entre os grupos intervenção (I) e controle (C): para sibilos, I = 26,0%,  C = 17,9% (p = 0,068) asma, I = 7,5%, C = 4,0% (p = 0,151); e atopia I =  32,8%, C = 25,7% (p = 0,155). Confirmada a hipótese de não se haver  introduzido qualquer viés de seleção, as análises foram realizadas  independentemente do grupo que a criança pertenceu, aumentando, assim, o  poder da amostra.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">A análise univariada foi utilizada para  obter a frequência de todas as variáveis de interesse e examinou sua  distribuição. A análise bivariada foi realizada com cada variável  independente da relação com as variáveis de desfecho (sibilos nos  últimos 12 meses, asma e atopia) através do teste qui-quadrado de  Pearson. Para os desfechos, foram ajustados, para cada, um modelo de  regressão logística hierárquico em três níveis, selecionando as  variáveis que apresentaram p &lt; 0,2 nas análises brutas. No primeiro  nível, foram alocadas as variáveis condições sociodemográficas e sexo.  No segundo nível, o modelo incluiu as variáveis do primeiro nível que  tiveram valor de p &lt; 0,05, além das variáveis maternas e paternas. No  terceiro nível, foram incluídas as variáveis relacionadas às práticas  alimentares no primeiro ano de vida, com p &lt; 0,2 nas análises brutas,  e as variáveis que permaneceram nos modelos anteriores, sendo  consideradas estatisticamente significantes quando p &lt; 0,05. A  modelagem realizada permite identificar, entre as variáveis estudadas,  os principais preditores dos desfechos de interesse.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">As variáveis aleitamento materno,  aleitamento materno exclusivo e introdução de fruta e/ou suco de fruta,  introdução de leite de vaca e introdução da papa salgada foram  analisadas utilizando diferentes pontos de corte. Assim, permaneceram no  modelo as variáveis dicotômicas que estiveram mais fortemente  associadas aos desfechos.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"><br />
<strong><em>Aspectos éticos</em></strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">O projeto de pesquisa foi aprovado pelo  Comitê de Ética e Pesquisa da Pontifícia Universidade Católica do Rio  Grande do Sul (PUCRS). Foram obtidos termos de Consentimento Livre e  Esclarecido para responder ao questionário e realizar os testes  cutâneos. As mães foram informadas da presença de teste positivo para  atopia e receberam orientações básicas para diminuir o risco de  exposição da criança.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;font-size:small;"><strong>Resultados</strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">Do  total de 397 crianças visitadas no primeiro ano de vida (primeira fase  do estudo), 354 foram avaliadas na segunda fase do estudo (89,2%), no  período de janeiro a junho de 2006, em seus domicílios, por  entrevistadores treinados para a obtenção dos dados relacionados a  problemas respiratórios. Os motivos das perdas na primeira fase foram:  morte da criança (1), recusa em continuar participando do estudo (5),  endereço não localizado (12), mudança de endereço/outras cidades (18),  mudança de endereço/sem informação (7). Na segunda fase do projeto, por  meio de visita domiciliar, 347/354 mães e/ou responsáveis responderam  adequadamente ao questionário sobre problemas respiratórios (7  inquéritos foram desconsiderados por preenchimento inadequado).  Posteriormente, os testes cutâneos foram realizados em 328 crianças  (94,5%) que compareceram a uma clínica-escola.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">Das crianças que participaram deste  estudo, 196 eram do sexo masculino (56,4%). O nível de renda familiar  total, expresso por salários mínimos, mostrou que 2/3 (238/340) das  famílias viviam com renda inferior a 3 salários mínimos. Escolaridade  materna formal registrou níveis inferiores a 8 anos em 56,0% da amostra  avaliada (196/347). As crianças apresentaram idade média de 47,74±2,68  meses de idade no momento da avaliação dos desfechos respiratórios.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">As prevalências de sibilos nos últimos  12 meses anteriores à visita domiciliar, de asma e de atopia foram 21,3,  5,5 e 28,7%, respectivamente. A <a href="http://www.jped.com.br/conteudo/10-86-05-391/port.asp?cod=2122#664t1">Tabela 1</a> apresenta esses dados, além do histórico familiar em relação a doenças  respiratórias, exposição à fumaça de cigarro no primeiro ano de vida e  dados de dieta do primeiro ano. A frequência de exposição ao tabaco  através de alguma pessoa no domicílio no primeiro ano de vida foi de  41,0% para as crianças avaliadas. Somente 1/3 das crianças foram  amamentadas exclusivamente ao seio além dos 4 meses de idade, e o leite  de vaca já havia sido introduzido para 40% das crianças até os 4 meses  de idade (<a href="http://www.jped.com.br/conteudo/10-86-05-391/port.asp?cod=2122#664t1">Tabela 1</a>).</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"> </span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"><a id="664t1" name="664t1"></a><img class="aligncenter" src="http://www.jped.com.br/conteudo/10-86-05-391/img/5664t1.gif" alt="" width="520" height="345" /></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">A <a href="http://www.jped.com.br/conteudo/10-86-05-391/port.asp?cod=2122#664t2">Tabela 2</a> descreve a prevalência de sibilos nos últimos 12 meses em cada grupo de  variáveis independentes. Os odds ratio brutos mostraram maior chance de  apresentar sibilos as crianças com pais e mães com história de rinite  alérgica e asma. As variáveis de introdução precoce de leite de vaca e  sucos ou aleitamento materno exclusivo até os 4 ou 6 meses meses de  idade não foram relacionadas à sibilância aos 4 anos de idade. Após  regressão, apenas história de rinite materna se manteve associada com a  presença de sibilos.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"> </span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"><a id="664t2" name="664t2"></a><img class="aligncenter" src="http://www.jped.com.br/conteudo/10-86-05-391/img/5664t2.gif" alt="" width="720" height="809" /></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">A <a href="http://www.jped.com.br/conteudo/10-86-05-391/port.asp?cod=2122#664t3">Tabela 3</a> apresenta os resultados das análises brutas e ajustadas dos fatores de  risco para asma. Crianças que consumiram leite de vaca antes do quarto  mês de vida apresentaram, significativamente, maior risco de asma. O  risco de a criança ter asma na idade de 4 anos, nas análises brutas, é  três vezes maior quando a criança é filha de mãe com história de rinite e  quatro vezes maior quando é filha de mãe com história de asma. Após  regressão hierarquizada ajustada, as crianças que consumiram leite de  vaca antes de 4 meses de vida apresentaram chance três vezes maior de  ter asma aos 4 anos (OR: 3,22; IC95%: 1,05-9,80).</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"> </span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"><br />
<a id="664t3" name="664t3"></a><img class="aligncenter" src="http://www.jped.com.br/conteudo/10-86-05-391/img/5664t3.gif" alt="" width="720" height="797" /></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"><br />
A <a href="http://www.jped.com.br/conteudo/10-86-05-391/port.asp?cod=2122#664t4">Tabela 4</a> apresenta os resultados da análise dos fatores de risco para atopia.  Crianças filhas de pais com história de rinite que foram amamentadas no  peito por tempo inferior a 6 meses ou que consumiram fruta ou suco de  fruta antes de 4 meses apresentaram maior chance de atopia nas análises  brutas. Após análise ajustada, as crianças em que o tempo de aleitamento  materno exclusivo foi menor ou igual a 6 meses apresentaram  marginalmente maior risco de terem, ao menos, um teste cutâneo positivo  entre 3 e 4 anos de idade. Também permaneceu associada a história  paterna de rinite.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"> </span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"><a id="664t4" name="664t4"></a><img class="aligncenter" src="http://www.jped.com.br/conteudo/10-86-05-391/img/5664t4.gif" alt="" width="720" height="804" /></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;font-size:small;"><strong>Discussão</strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">Diversos  fatores de risco têm sido apontados na tentativa de justificar os  diferentes níveis de prevalências de asma e de doenças alérgicas entre  diferentes países e em um mesmo país. Fatores ambientais como a  sensibilização a alérgenos na infância, assim como agressões virais,  bacterianas e parasitárias parecem ter forte influência na  fisiopatogenia da asma e da atopia<sup><a href="http://www.jped.com.br/conteudo/10-86-05-391/port.asp?cod=2122#1">16-19</a></sup>.  Um dos fatores que vem despertando interesse como possível variável de  risco para asma e enfermidades alérgicas é o que está relacionado a  aspectos de nutrição, especialmente nos primeiros anos de vida. Esse  interesse em estudar a importância da dieta tem oferecido, até agora,  poucas publicações em que as informações nutricionais são obtidas de  maneira prospectiva, sendo essa, talvez, uma das maiores qualidades de  nosso estudo.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">Nosso achado mais significativo foi  demonstrar que as crianças que consumiram leite de vaca antes dos 4  meses de vida, portanto, rompendo o ciclo da amamentação materna  exclusiva, apresentavam três vezes mais chance de ter asma aos 4 anos,  independente de outros fatores de risco reconhecidamente associados à  asma. No Brasil, existem evidências de que a alimentação nos 2 primeiros  anos de vida da criança tem predominância láctea, com leite de vaca em  pó ou líquido, acrescida de farináceos e açúcar, e que a oferta desse  alimento acontece com frequência antes dos 6 meses de vida<sup><a href="http://www.jped.com.br/conteudo/10-86-05-391/port.asp?cod=2122#1">20,21</a></sup>.  Uma das possíveis consequências dessa introdução precoce do leite de  vaca seria o observado aumento na incidência de alergia ao leite de vaca  em vários países, em taxas de prevalência que variam de 1,9 a 7,5%<sup><a href="http://www.jped.com.br/conteudo/10-86-05-391/port.asp?cod=2122#1">22</a></sup>. Sampson<sup><a href="http://www.jped.com.br/conteudo/10-86-05-391/port.asp?cod=2122#1">23,24</a></sup> relaciona o aumento da prevalência das doenças alérgicas como  manifestações associadas à alergia ao leite de vaca. Estudos muito  recentes sugerem que a presença de uma flora microbiana intestinal rica  em bactérias ou o uso de probióticos podem inibir sintomas de doenças  respiratórias em crianças<sup><a href="http://www.jped.com.br/conteudo/10-86-05-391/port.asp?cod=2122#1">25</a></sup> através da ativação de mecanismos de resposta imune inata<sup><a href="http://www.jped.com.br/conteudo/10-86-05-391/port.asp?cod=2122#1">26</a></sup>.  O impacto da diminuição do período de alimentação materna exclusiva  observado neste estudo e em vários outros pode sugerir que mecanismos  associados à dieta podem interferir na manifestação de doenças  respiratórias em crianças.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">Um dos achados recentes mais  importantes do estudo ISAAC é o que define que asma em populações de  altos índices de desenvolvimento está mais fortemente associada à  atopia, enquanto essa relação é muito mais frágil em populações de baixa  renda<sup><a href="http://www.jped.com.br/conteudo/10-86-05-391/port.asp?cod=2122#1">27</a></sup>.  O achado importante é de que a asma, em populações brasileiras  principalmente de baixa renda, apresenta alta prevalência, porém, é  especialmente do fenótipo não atópico<sup><a href="http://www.jped.com.br/conteudo/10-86-05-391/port.asp?cod=2122#1">28</a></sup>.  Uma das hipóteses mais citadas para explicar esse fenômeno é a de que  um meio-ambiente menos higiênico e, portanto, mais “agressivo”, é  protetor de atopia, mas fortemente indutor de asma e sibilância na  infância. Um estudo recente do nosso grupo<sup><a href="http://www.jped.com.br/conteudo/10-86-05-391/port.asp?cod=2122#1">29</a></sup> mostrou que bronquiolite nos primeiros anos de vida é o maior fator de  risco de asma aos 11 anos de idade, enquanto atopia parece ser um fator  de risco menor para a determinação da doença. Nossos dados mostram que a  introdução precoce de leite de vaca, interrompendo o aleitamento  materno exclusivo, é um fato real e preocupante nas populações de baixa  renda no Brasil, ainda mais quando se verifica que, nessa população  estudada, quase 70% das crianças não receberam aleitamento exclusivo  acima dos 4 meses de idade. Os achados deste estudo adicionam, portanto,  importantes e inéditas informações a um modelo que tenta explicar os  fatores de risco associados à asma não atópica no Brasil.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">A variável de sibilância não mostrou  estar associada aos marcadores de dieta aqui estudados. Uma das  hipóteses para esses resultados é que sibilância nessa faixa etária está  mais associada a um fenótipo de doença transitória da infância,  diferente de asma, e muito identificada com sibilância associada a  infecções virais<sup><a href="http://www.jped.com.br/conteudo/10-86-05-391/port.asp?cod=2122#1">30</a></sup>.  Como o estudo não foi desenhado para estudar os desfechos de dieta nos  diferentes fenótipos de sibilância da infância, há a possibilidade de  que a ausência de uma associação possa dever-se à falta de poder do  mesmo para estudar essas relações.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">Outro dos nossos achados é de que a  interrupção da amamentação antes dos 6 meses de idade está  potencialmente associada a um maior risco de atopia. Na análise não  ajustada, esse risco é 70% maior nas crianças que receberam aleitamento  materno exclusivo por menos de 6 meses, porém, essa análise perde  significância estatística quando ajustada para outros fatores de risco.  Uma possibilidade é que um erro tipo 2 tenha ocorrido e que, em uma  amostragem maior, essa análise se mostrasse significativa. Há dados de  literatura que sugerem uma associação de introdução precoce de leite de  vaca a uma série de morbidades em crianças, tais como: maior frequência  de doenças infecciosas, desnutrição, diarreia e carências específicas de  micronutrientes como zinco, ferro e vitamina A<sup><a href="http://www.jped.com.br/conteudo/10-86-05-391/port.asp?cod=2122#1">31</a></sup>,  todas substâncias presentes no leite materno, além dos anticorpos que  protegem a criança contra infecções comuns durante a infância.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">Estudos como os de Chulada et al.<sup><a href="http://www.jped.com.br/conteudo/10-86-05-391/port.asp?cod=2122#1">32</a></sup> e van Odjik et al.<sup><a href="http://www.jped.com.br/conteudo/10-86-05-391/port.asp?cod=2122#1">33</a></sup> afirmam que quanto maior a duração da amamentação, menor o risco de  desenvolver doenças alérgicas. Uma ampla revisão sobre o assunto,  realizada em 2005 por Friedman &amp; Zeiger<sup><a href="http://www.jped.com.br/conteudo/10-86-05-391/port.asp?cod=2122#1">34</a></sup>,  também conclui haver proteção do aleitamento materno contra doenças  alérgicas. Mesmo assim, há autores que sugerem que o aumento do risco  para asma e eczema está associado com amamentação, particularmente em  mães que tenham asma e eczema<sup><a href="http://www.jped.com.br/conteudo/10-86-05-391/port.asp?cod=2122#1">10,11</a></sup>.  Contrariamente a esses achados, alguns pesquisadores indicam que o  efeito protetor do aleitamento materno sobre as doenças alérgicas e  respiratórias é maior em crianças com história familiar positiva de  atopia, o que sugere que dieta, como outros fatores de risco para asma e  atopia, deve ser estudada em populações de asmáticos atópicos e não  atópicos. O presente estudo, porém, não foi desenhado nem tinha poder  para testar as populações de asma atópica e não atópica  independentemente. Uma consideração que deve ser feita em relação à  interpretação de alguns dos resultados do estudo é que é difícil  confirmar o diagnóstico de asma em crianças menores de 5 anos e, por  isso, para essa idade, alguns autores usam o termo sibilância  persistente. Uma outra limitação deste estudo que merece comentário é o  fato de o questionário ISAAC aqui aplicado não ter sido validado para  uso em crianças dessa faixa etária. Mesmo assim, essa generalização para  outros grupos de pacientes tem sido utilizada, mesmo recentemente<sup><a href="http://www.jped.com.br/conteudo/10-86-05-391/port.asp?cod=2122#1">35,36</a></sup>,  por diferentes autores, e acreditamos que essa decisão não comprometa  significativamente a importância dos resultados relatados.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">Nosso estudo indica que erros  nutricionais comuns na população brasileira, principalmente de baixa  renda, podem estar associados a doenças de alta prevalência no país,  como é o caso da asma. Ainda mais significativo é o fato de que  estratégias simples de educação nutricional, como as sugeridas pela  Organização Mundial de Saúde (OMS) e pelo Ministério da Saúde do Brasil,  e aqui colocadas em prática e testadas por Vitolo et al.<sup><a href="http://www.jped.com.br/conteudo/10-86-05-391/port.asp?cod=2122#1">37</a></sup>,  são viáveis e têm potencialmente alta chance de alterar positivamente  práticas dietéticas da população. Quando se leva em conta que poucas  medidas preventivas parecem apresentar impacto significativo na  prevenção de asma na infância, é importante verificar que resultados  como os de nosso estudo indicam que a interrupção do aleitamento  exclusivo e a consequente introdução precoce do leite vaca estão  associados ao diagnóstico de asma entre 3 e 4 anos de idade e que o  aleitamento materno exclusivo por período maior de 6 meses tem um  potencial de proteção ao desenvolvimento de atopia em crianças. Novos  estudos devem ser realizados para confirmar nossos achados,  principalmente para verificar se estes marcadores de dieta estão mais  associados a diferentes fenótipos de asma e se eles se aplicam em  diferentes extratos sociais da população brasileira.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"> </span></p>
<h6 style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;font-size:small;color:#c0c0c0;"><strong>Referências</strong></span></h6>
<h6 style="text-align:justify;"><span style="color:#c0c0c0;"><a name="1"></a><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">1. <span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">Worldwide  variation in prevalence of symptoms of asthma, allergic  rhinoconjunctivitis and atopic eczema: ISAAC. The International Study of  Asthma and Allergies in Childhood (ISAAC) Steering Committee. Lancet.  1998;351:1225-32.</span> [<a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/9643741" target="_blank">pubmed/open access</a>] </span></span></h6>
<h6 style="text-align:justify;"><span style="color:#c0c0c0;"><a name="2"></a><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">2. <span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">Pearce  N, Aït-Khaled N, Beasley R, Mallol J, Keil U, Mitchel E, et al.  Worldwide trends in the prevalence of asthma symptoms: phase III of the  International Study of Asthma and Allergies in Childhood (ISAAC).  Thorax. 2007;62:758-66.</span> [<a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/17504817" target="_blank">pubmed/open access</a>]       [<a href="http://dx.doi.org/10.1136/thx.2006.070169" target="_blank">crossref</a>] </span></span></h6>
<h6 style="text-align:justify;"><span style="color:#c0c0c0;"><a name="3"></a><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">3. <span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">Lai  CK, Beasley R, Crane J, Foliaki S, Shah J, Weiland S; International  Study of Asthma and Allergies in Childhood Phase Three Study Group.  Global variation in the prevalence and severity of asthma symptoms:  phase three of the International Study of Asthma and Allergies in  Childhood (ISAAC). Thorax. 2009;64:476-83.</span> [<a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/19237391" target="_blank">pubmed/open access</a>]       [<a href="http://dx.doi.org/10.1136/thx.2008.106609" target="_blank">crossref</a>] </span></span></h6>
<h6 style="text-align:justify;"><span style="color:#c0c0c0;"><a name="4"></a><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">4. <span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">Tai  A, Volkmer R, Burton A. Prevalence of asthma symptoms and atopic  disorders in preschool children and the trend over a decade. J Asthma.  2009;46:343-6.</span> [<a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/19484666" target="_blank">pubmed/open access</a>]       [<a href="http://dx.doi.org/10.1080/02770900802660998" target="_blank">crossref</a>] </span></span></h6>
<h6 style="text-align:justify;"><span style="color:#c0c0c0;"><a name="5"></a><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">5. <span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">Solé  D, Wandalsen GF, Camelo-Nunes IC, Naspitz CK; ISAAC &#8211; Brazilian Group.  Prevalence of symptoms of asthma, rhinitis, and atopic eczema among  Brazilian children and adolescents identified by the International Study  of Asthma and Allergies in Childhood (ISAAC) &#8211; Phase 3. J Pediatr (Rio  J). 2006;82:341-6.</span> [<a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/16951799" target="_blank">pubmed/open access</a>] </span></span></h6>
<h6 style="text-align:justify;"><span style="color:#c0c0c0;"><a name="6"></a><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">6. <span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">Schneider  AP, Stein RT, Fritscher CC. The role of breastfeeding, diet and  nutritional status in the development of asthma and atopy. J Bras  Pneumol. 2007;33:454-62.</span> [<a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/17982539" target="_blank">pubmed/open access</a>] </span></span></h6>
<h6 style="text-align:justify;"><span style="color:#c0c0c0;"><a name="7"></a><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">7. <span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">Kull  I, Almqvist C, Lilja G, Pershagen G, Wickman M. Breast-feeding reduces  the risk of asthma during the 4 years of life. J Allergy Clin Immunol.  2004;114:755-60.</span> [<a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/15480312" target="_blank">pubmed/open access</a>]       [<a href="http://dx.doi.org/10.1016/j.jaci.2004.07.036" target="_blank">crossref</a>] </span></span></h6>
<h6 style="text-align:justify;"><span style="color:#c0c0c0;"><a name="8"></a><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">8. <span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">Oddy  WH, Peat JK, de Klerk NH. Maternal asthma, infant feeding, and the risk  of asthma in childhood. J Allergy Clin Immunol. 2002;110:65-7.</span> [<a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/12110822" target="_blank">pubmed/open access</a>]       [<a href="http://dx.doi.org/10.1067/mai.2002.125296" target="_blank">crossref</a>] </span></span></h6>
<h6 style="text-align:justify;"><span style="color:#c0c0c0;"><a name="9"></a><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">9. <span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">Halken S. What causes allergy and asthma? The role of dietary factors. Pediatr Pulmonol Suppl. 2004;26:223-4.</span> [<a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/15029657" target="_blank">pubmed/open access</a>]       [<a href="http://dx.doi.org/10.1002/ppul.70112" target="_blank">crossref</a>] </span></span></h6>
<h6 style="text-align:justify;"><span style="color:#c0c0c0;"><a name="10"></a><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">10. <span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">Guilbert  TW, Stern DA, Morgan WJ, Martinez FD, Wright AL. Effect of  breastfeeding on lung function in childhood and modulation by maternal  asthma and atopy. Am J Respir Crit Care Med. 2007;176:843-8.<br />
</span> [<a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/17690333" target="_blank">pubmed/open access</a>]       [<a href="http://dx.doi.org/10.1164/rccm.200610-1507OC" target="_blank">crossref</a>] </span></span></h6>
<h6 style="text-align:justify;"><span style="color:#c0c0c0;"><a name="11"></a><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">11. <span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">Sears  MR, Greene JM, Willan AR, Taylor DR, Flannery EM, Cowan JO, et al.  Long-term relation between breastfeeding and development of atopy and  asthma in children and young adults: a longitudinal study. Lancet.  2002;360:901-7.</span> [<a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/12354471" target="_blank">pubmed/open access</a>] </span></span></h6>
<h6 style="text-align:justify;"><span style="color:#c0c0c0;"><a name="12"></a><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">12. <span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">Sociedade  Brasileira de Pediatria. Reflexões sobre o consumo de leite de vaca  integral pelo lactente: consenso do Departamento Científico de  Gastroenterologia da Sociedade Brasileira de Pediatria. Rio de Janeiro;  2003.</span> </span></span></h6>
<h6 style="text-align:justify;"><span style="color:#c0c0c0;"><a name="13"></a><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">13. <span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">Host  A, Jacobsen MP, Halken S, Holmenlund D. The natural history of cow’s  milk protein allergy/intolerance. Eur J Clin Nutr. 1995;49 Suppl  1:S13-8.</span> [<a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/8647059" target="_blank">pubmed/open access</a>] </span></span></h6>
<h6 style="text-align:justify;"><span style="color:#c0c0c0;"><a name="14"></a><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">14. <span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">Lovegrove  JA, Morgan JB, Hampton SM. Dietary factors influencing levels of food  antibodies and antigens in breast milk. Acta Paediatr. 1996;85:778-84.</span> [<a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/8819541" target="_blank">pubmed/open access</a>] </span></span></h6>
<h6 style="text-align:justify;"><span style="color:#c0c0c0;"><a name="15"></a><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">15. <span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">Vitolo  MR, Bortolini GA, Feldens CA, Drachler Mde L. Impactos da implementação  dos dez passos da alimentação saudável para crianças: ensaio de campo  randomizado. Cad Saude Publica. 2005;21:1448-57.</span> [<a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/16158151" target="_blank">pubmed/open access</a>] </span></span></h6>
<h6 style="text-align:justify;"><span style="color:#c0c0c0;"><a name="16"></a><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">16. <span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">Guilbert  TW, Morgan WJ, Zeiger RS, Bacharier LB, Boehmer SJ, Krawiec M, et al.  Atopic characteristics of children with recurrent wheezing at high risk  for the development of childhood asthma. J Allergy Clin Immunol.  2004;114:1282-7.</span> </span></span></h6>
<h6 style="text-align:justify;"><span style="color:#c0c0c0;"><a name="17"></a><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">17. <span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">Stein  RT, Martinez FD. Asthma phenotypes in childhood: lessons from an  epidemiological approach. Paediatr Respir Rev. 2004;5:155-61.</span> [<a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/15135126" target="_blank">pubmed/open access</a>] </span></span></h6>
<h6 style="text-align:justify;"><span style="color:#c0c0c0;"><a name="18"></a><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">18. <span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">Holt PG. Parasites, atopy, and the hygiene hypothesis: resolution or a paradox? Lancet. 2000;356:1699-701.</span> [<a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/11095252" target="_blank">pubmed/open access</a>] </span></span></h6>
<h6 style="text-align:justify;"><span style="color:#c0c0c0;"><a name="19"></a><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">19. <span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">van  den Biggelaar AH, van Ree R, Rodrigues LC, Lell B, Deelder AM, Kremsner  PG, et al. Decreased atopy in children infected with Schistosoma  haematobium: a role for parasite-induced interleukin-10. Lancet.  2000;356:1723-7.</span> [<a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/11095260" target="_blank">pubmed/open access</a>] </span></span></h6>
<h6 style="text-align:justify;"><span style="color:#c0c0c0;"><a name="20"></a><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">20. <span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">Horta  BL, Olinto MT, Victora CG, Barros FC, Guimarães PR. Amamentação e  padrões alimentares em crianças de duas coortes de base populacional no  Sul do Brasil: tendência e diferenciais. Cad Saude Publica. 1996;12  Suppl 1:43-8.</span> [<a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/10904368" target="_blank">pubmed/open access</a>] </span></span></h6>
<h6 style="text-align:justify;"><span style="color:#c0c0c0;"><a name="21"></a><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">21. <span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">Nejar  FF, Segall-Corrêa AM, Rea MF, Vianna RP, Panigassi G. Padrão de  aleitamento materno e adequação energética. Cad Saude Publica.  2004;20:64-71.</span> [<a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/15029305" target="_blank">pubmed/open access</a>] </span></span></h6>
<h6 style="text-align:justify;"><span style="color:#c0c0c0;"><a name="22"></a><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">22. <span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">Carvalho  Junior FF. Apresentação clínica da alergia ao leite de vaca com  sintomatologia respiratória. J Pneumologia. 2001;27:17-24.</span> [<a href="http://dx.doi.org/10.1590/S0102-35862001000100005" target="_blank">crossref</a>] </span></span></h6>
<h6 style="text-align:justify;"><span style="color:#c0c0c0;"><a name="23"></a><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">23. <span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">Sampson HA. Food allergy. Part 1: Immunopathogenesis and clinical disorders. J Allergy Clin Immunol. 1999;103:717-28.</span> [<a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/10329801" target="_blank">pubmed/open access</a>]       [<a href="http://dx.doi.org/10.1016/S0091-6749%2899%2970411-2" target="_blank">crossref</a>] </span></span></h6>
<h6 style="text-align:justify;"><span style="color:#c0c0c0;"><a name="24"></a><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">24. <span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">Sampson HA. Food allergy. Part 2: Diagnosis and management. J Allergy Clin Immunol. 1999;103:981-9.</span> [<a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/10359874" target="_blank">pubmed/open access</a>]       [<a href="http://dx.doi.org/10.1016/S0091-6749%2899%2970167-3" target="_blank">crossref</a>] </span></span></h6>
<h6 style="text-align:justify;"><span style="color:#c0c0c0;"><a name="25"></a><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">25. <span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">Leyer  GJ, Li S, Mubasher ME, Reifer C, Ouwehand AC. Probiotic effects on cold  and influenza-like symptom incidence and duration in children.  Pediatrics. 2009;124:e172-9.</span> [<a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/19651563" target="_blank">pubmed/open access</a>]       [<a href="http://dx.doi.org/10.1542/peds.2008-2666" target="_blank">crossref</a>] </span></span></h6>
<h6 style="text-align:justify;"><span style="color:#c0c0c0;"><a name="26"></a><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">26. <span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">Mulder  IE, Schmidt B, Stokes CR, Lewis M, Bailey M, Aminov RI, et al.  Environmentally-acquired bacteria influence microbial diversity and  natural innate immune responses at gut surfaces. BMC Biol. 2009;7:79.</span> [<a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/19930542" target="_blank">pubmed/open access</a>]       [<a href="http://dx.doi.org/10.1186/1741-7007-7-79" target="_blank">crossref</a>] </span></span></h6>
<h6 style="text-align:justify;"><span style="color:#c0c0c0;"><a name="27"></a><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">27. <span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">Weinmayr  G, Weiland SK, Björkstén B, Brunekreef B, Büchele G, Cookson WO, et al.  Atopic sensitization and the international variation of asthma symptom  prevalence in children. Am J Respir Crit Care Med. 2007;176:565-74.</span> [<a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/17575099" target="_blank">pubmed/open access</a>]       [<a href="http://dx.doi.org/10.1164/rccm.200607-994OC" target="_blank">crossref</a>] </span></span></h6>
<h6 style="text-align:justify;"><span style="color:#c0c0c0;"><a name="28"></a><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">28. <span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">Pitrez PM, Stein RT. Asthma in Latin America: the dawn of a new epidemic. Curr Opin Allergy Clin Immunol. 2008;8:378-83.</span> [<a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/18769188" target="_blank">pubmed/open access</a>]       [<a href="http://dx.doi.org/10.1097/ACI.0b013e32830fb911" target="_blank">crossref</a>] </span></span></h6>
<h6 style="text-align:justify;"><span style="color:#c0c0c0;"><a name="29"></a><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">29. <span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">Pereira  MU, Sly PD, Pitrez PM, Jones MH, Escouto D, Dias AC, et al. Nonatopic  asthma is associated with helminth infections and bronchiolitis in poor  children. Eur Respir J. 2007;29:1154-60. </span> [<a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/17331964" target="_blank">pubmed/open access</a>]       [<a href="http://dx.doi.org/10.1183/09031936.00127606" target="_blank">crossref</a>] </span></span></h6>
<h6 style="text-align:justify;"><span style="color:#c0c0c0;"><a name="30"></a><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">30. <span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">Stein  RT. Long-term airway morbidity following viral LRTI in early infancy:  recurrent wheezing or asthma? Paediatr Respir Rev. 2009;10 Suppl  1:29-31.</span> [<a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/19651399" target="_blank">pubmed/open access</a>]       [<a href="http://dx.doi.org/10.1016/S1526-0542%2809%2970013-2" target="_blank">crossref</a>] </span></span></h6>
<h6 style="text-align:justify;"><span style="color:#c0c0c0;"><a name="31"></a><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">31. <span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">O’Donnell  A, Torun B, Caballero B, Pantin EL, Bengoa JM. La alimentación del niño  menores de 6 años en América Latina. Base para el desarrollo de Guias  de Alimentación. Venezuela: Ediciones Cavendes; 1994.</span> </span></span></h6>
<h6 style="text-align:justify;"><span style="color:#c0c0c0;"><a name="32"></a><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">32. <span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">Chulada  PC, Arbes SJ Jr, Dunson D, Zeldin DC. Breast-feeding and the prevalence  of asthma and wheeze in children: analyses from the Third National  Health and Nutrition Examination Survey, 1988-1994. J Allergy Clin  Immunol. 2003;111:328-36.</span> [<a href="http://dx.doi.org/10.1067/mai.2003.127" target="_blank">pubmed/open access</a>]       [<a href="http://dx.doi.org/10.1067/mai.2003.127" target="_blank">crossref</a>] </span></span></h6>
<h6 style="text-align:justify;"><span style="color:#c0c0c0;"><a name="33"></a><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">33. <span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">van  Odjik J, Kull I, Borres MP, Brandtzaeg P, Edberg U, Hanson LA, et al.  Breastfeeding and allergic disease: a multidisciplinary review of the  literature (1966-2001) on the mode of early feeding in infancy and its  impact on later atopic manifestations. Allergy. 2003;58:833-43.</span> [<a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/12911410" target="_blank">pubmed/open access</a>]       [<a href="http://dx.doi.org/10.1034/j.1398-9995.2003.00264.x" target="_blank">crossref</a>] </span></span></h6>
<h6 style="text-align:justify;"><span style="color:#c0c0c0;"><a name="34"></a><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">34. <span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">Friedman  NJ, Zeiger RS. The role of breast-feeding in the development of  allergies and asthma. J Allergy Clin Immunol. 2005;115:1238-48.</span> [<a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/15940141" target="_blank">pubmed/open access</a>]       [<a href="http://dx.doi.org/10.1016/j.jaci.2005.01.069" target="_blank">crossref</a>] </span></span></h6>
<h6 style="text-align:justify;"><span style="color:#c0c0c0;"><a name="35"></a><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">35. <span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">Tai  A, Volkmer R, Burton AJ. Prevalence of asthma symptoms and atopic  disorders in preschool children and the trend over a decade. Asthma.  2009;46:343-6.</span> [<a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/19484666" target="_blank">pubmed/open access</a>]       [<a href="http://dx.doi.org/10.1080/02770900802660998" target="_blank">crossref</a>] </span></span></h6>
<h6 style="text-align:justify;"><span style="color:#c0c0c0;"><a name="36"></a><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">36. <span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">Peroni  DG, Piacentini GL, Bodini A, Boner AL. Preschool asthma in Italy:  prevalence, risk factors and health resource utilization. Respir Med.  2009;103:104-8.</span> [<a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/18760577" target="_blank">pubmed/open access</a>]       [<a href="http://dx.doi.org/10.1016/j.rmed.2008.07.016" target="_blank">crossref</a>] </span></span></h6>
<h6 style="text-align:justify;"><span style="color:#c0c0c0;"><a name="37"></a><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">37. <span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;">Vitolo  MR, Bortolini GA, Campagnolo PD, Feldens CA. Effectiveness of a  nutrition program in reducing symptoms of respiratory morbidity in  children: a randomized field trial. Prev Med. 2008;47:384-8.</span> [<a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/18675844" target="_blank">pubmed/open access</a>]       [<a href="http://dx.doi.org/10.1016/j.ypmed.2008.07.008" target="_blank">crossref</a>] </span></span></h6>
<h6 style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;color:#c0c0c0;"> </span></h6>
<h6 style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;color:#c0c0c0;"> </span></h6>
<h6 style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;color:#c0c0c0;"><a name="correspondence"></a><a href="http://www.jped.com.br/conteudo/10-86-05-391/port.asp?cod=2122#topo"><img src="http://www.jped.com.br/conteudo/10-86-05-391/img/seta.gif" border="0" alt="" width="15" height="17" /></a> <span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;"><strong> Correspondência:</strong></span><br />
Renato T. Stein<br />
Instituto de Pesquisas Biomédicas da PUCRS<br />
Departamento de Pediatria, FAMED<br />
Av. Ipiranga, 6690, cj 420<br />
CEP 90610-000 – Porto Alegre, RS<br />
E-mail: <a href="mailto:rstein@pucrs.br">rstein@pucrs.br</a></span></h6>
<h6 style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;color:#c0c0c0;">Não foram declarados conflitos de interesse associados à publicação deste artigo.</span></h6>
<h6 style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;font-size:x-small;color:#c0c0c0;">Artigo submetido em 07.12.09, aceito em 02.08.10.</span></h6>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/novapediatria.wordpress.com/124/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/novapediatria.wordpress.com/124/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/novapediatria.wordpress.com/124/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/novapediatria.wordpress.com/124/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/novapediatria.wordpress.com/124/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/novapediatria.wordpress.com/124/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/novapediatria.wordpress.com/124/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/novapediatria.wordpress.com/124/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/novapediatria.wordpress.com/124/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/novapediatria.wordpress.com/124/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/novapediatria.wordpress.com/124/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/novapediatria.wordpress.com/124/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/novapediatria.wordpress.com/124/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/novapediatria.wordpress.com/124/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=novapediatria.wordpress.com&amp;blog=3389612&amp;post=124&amp;subd=novapediatria&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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